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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

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O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Onze bartenders premiados até hoje pelo Comer & Beber

Desde 2000, o guia homenageia profissionais da área etílica na categoria bartender do ano

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 out 2021, 19h02 | Atualizado em 20 jan 2022, 15h46
Homem em uma cuba de bar transformada em banheira
O bartender Márcio Silva, do Guilhotina: o bartender do ano pela mais recente edição de VEJA COMER & BEBER (Leo Martins/Veja SP)
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Onze bartenders premiados até hoje pelo Comer & Beber Priorizar nos meus resultados Google

O guia COMER & BEBER foi pioneiro em premiar os bartenders na capital paulista. Desde 2000, passou a destacar esses profissionais que mandam bem não só na arte de compor ótimas misturas etílicas como na de receber bem.

Na premiação de 2021, o trio de finalistas na categoria é inédito, formado por Gabriel Santana (Santana Bar), Lula Mascella (Picco) e Michelly Rossi (Bar dos Arcos). Quem será que vai ganhar? Na quinta (21), a gente vai divulgar no YouTube da Vejinha o nome do ou da bartender!

Três fotos verticais unidas por linhas finas brancas. Gabriel Santana, à esquerda,Michelly Rossi ao centro e Lula Mascella, à direita.
Indicações inéditas: Gabriel, Michelly e Lula concorrem ao prêmio em 2021 (Reprodução/Juliana Pinto/Divulgação)

Enquanto isso, veja abaixo quem são os onze profissionais que já levaram o troféu, nos últimos vinte anos. Estão dispostos em ordem cronológica.

 

Souza (2000, 2003, 2005, 2006, 2007, 2008)

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Homem segura caipirinha em bar

O piauense Deusdete Neres de Souza foi o primeiro barman do ano, em 2000, quando dava expediente no  bar-restaurante Bistrô, no centro, onde era pupilo de Derivan de Souza. Voltou ao topo do pódio em 2003, quando estava no Hampton, um bar em estilo inglês que antecedia o restaurante de mesmo nome no Itaim Bibi. No Veloso, onde se especializou em caipirinhas, levou o título em 2005, 2006, 2007 e 2008. Haja limão e cachaça!

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Celio de Freitas (2001, 2002)

Celio Alves de Freitas posa em frente ao bar enquanto prepara um drinque usando a coqueteleira

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Francisco Celio Alves de Freitas, o Celio, nasceu no Ceará. Em São Paulo, rodou por diferentes casas do Grupo Fasano até se estabelecer no Baretto, onde recebeu o troféu em 2001 e 2002 por seus dry martinis e outros que tais. Foi gerente da unidade de Brasília do restaurante Gero, do mesmo grupo, que fechou no ano passado.

 

Derivan Ferreira de Souza (2004)

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Derivan Ferreira de Souza posa em frente de barris

Um dos mais experientes profissionais do ramo (leia aqui a entrevista que fiz com ele em 2019), o bartender baiano foi premiado em 2004 pelo trabalho no extinto Tanoeiro, no Brooklin, onde servia clássicos a uma clientela madura. Passou, ainda, por outras casas, como o extinto Numero, no Jardim Paulista, e o bar de jazz Blue Note, na Avenida Paulista. É um dos criadores do concurso Concurso Nacional de Rabo de Galo, do qual já fui jurado.

 

Pereira (2009)

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Lucivaldo Pereira da Silva, barman dos bares Astor e SubAstor, entre taças de martini.

O cearense Lucivaldo Pereira da Silva, o Pereira, foi o barman do ano em 2009 por seu trabalho no duo Astor/SubAstor. Desde 2001, ele dá expediente no Astor da Vila Madalena e, por um período, tomou conta também do bar de alta coquetelaria do subsolo. Até hoje, Pereira atende a clientes das antigas, que fazem questão de tomar clássicos como o manhattan feitos diretamente por ele.

 

Marcelo Serrano (2010, 2011)

Marcelo Serrano, barman do MyNY Bar, posa no ambiente do estabelecimento

O bartender arrasava no balcão do ótimo MyNY Bar (2009-2013) e, por isso, levou o prêmio nos anos de 2010 e 2011. Foi ali, aliás, que criou sua própria versão do moscow mule, com espuma de gengibre, receita que ganhou o país inteiro. Serrano passou um bom período no comando do extinto Brasserie des Arts, nos Jardins. Até setembro, foi o responsável pela carta do G&T Gin Bar, na Rua Oscar Freire e acaba de lançar uma espuma de gengibre pronta no mercado.

 

Spencer Amereno Jr. (2012, 2014, 2016)

Comer & Beber 2014 - Spencer Jr.

Por três dos bares pelos quais passou, o paulistano foi premiado. Em 2012, ganhou o título pelo trabalho no MyNY Bar, onde substituiu Marcelo Serrano. Em 2014, foi reconhecido pelo ofício no pequeno Isola, no Shopping JK Iguatemi. Em 2016, foi a vez de levar o troféu enquanto dava expediente no Frank, no hotel Maksoud Plaza. Atualmente, Spencer cuida do balcão do Guilhotina Bar, em Pinheiros, e de um novo bar que funciona lá dentro, dedicado aos coquetéis autorais.

 

Fabio La Pietra (2013)

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Recém-chegado a São Paulo, o bartender italiano já mandava muuuito bem no SubAstor, com uma atrevida lista de coquetéis. É por isso que foi premiado em 2013. Em 2016, deixou a casa, para tocar o extinto Peppino Bar, no Itaim Bibi. Retornou ao Sub no ano seguinte. Hoje, embora não dê expediente no dia a dia, La Pietra é o responsável pela bem montada carta do bar, assim como as de outros negócios da Cia. Tradicional de Comércio.

 

Kennedy Nascimento (2015)

Kennedy Nascimento

Prodígio nas coqueteleiras e ex-pupilo de Spencer Amereno Jr., ele levou o troféu em 2015, quanto era responsável por bares do Grupo Vegas, entre eles o Riviera Bar, que está para reabrir. Foi o profissional mais jovem receber o título do COMER & BEBER — tinha 22 anos à época. Hoje, trabalha para marcas de bebida da Diageo. A carta do novo Infini, no centro, foi criada por ele.

 

Márcio Silva (2017, 2019)

Homem sobre balcão de bar com mesas ao lado

Criativo e com muito conhecimento do mercado nacional e internacional, Márcio Silva começou a chamar a atenção no SubAstor, em 2009. Mas foi no Guilhotina, em Pinheiros, que estourou. Pelo trabalho na casa, levou em 2017 e 2019 dois prêmios de bartender do ano. Em 2020, a sociedade desandou e Silva deixou o estabelecimento. Atualmente, além de seguir viajando pelo mundo, cuida muito bem da carta do Locale Caffè, no Itaim Bibi.

 

Ale D’Agostino (2018)

Homem em balcão de bar mexe em coquetel

O paulistano levou o título em 2018, mesmo ano em que seu bar, o Apothek (que funcionou até 2020) foi premiado pelo COMER & BEBER. Por quase dezoito anos, Ale havia trabalhado atrás do balcão do restaurante Spot, feito raro para um profissional do ramo. Atualmente, dedica-se à fábrica de bebidas APTK SPRITS.

 

Jean Ponce (2020)

Jean Ponce - GUARITA BAR

Entusiasta da coquetelaria nacional, o bartender paulistano chamou a atenção do público quando dava expediente no renomado D.O.M., do chef Alex Atala. Mas é no próprio bar, o Guarita, em Pinheiros, onde se sente bem à vontade para criar junto da equipe. Por esse trabalho, levou o título em 2020.

 

Valeu pela visita! Tem alguma novidade para me enviar? Meu e-mail é saulo.yassuda@abril.com.br

Também estou no Instagram: @sauloyassuda

E, olha só, voltei ao Twitter: @sauloy

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