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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

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O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Evino abre primeira loja física com experiências imersivas e sensoriais

O site de vendas ganha ponto na Vila Madalena, onde há novidades como criação do próprio vinho pelo cliente

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 dez 2022, 06h00 | Atualizado em 9 dez 2022, 17h51
fachada da loja
Loja terá dois pisos e clientes poderão beber no local. (Dezoito Arquitetura/Divulgação)
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  • Monumental no e-commerce, com mais de 1 milhão de clientes, a Evino deixa de vender seus vinhos unicamente de maneira on-line ao consumidor final. Os fãs da bebida poderão comprar as garrafas em um ponto físico de 114 metros quadrados e dois pavimentos, com vendedores de carne e osso, na esquina das ruas Inácio Pereira da Rocha e Deputado Lacerda Franco, entre Pinheiros e a Vila Madalena. A abertura está prometida para 19 de dezembro.

    Muito além de uma loja tradicional, essa é a flagship da grife, que apresenta experiências interativas e tecnológicas ao público. O investimento estimado na montagem foi de 2 milhões de reais. “Na loja, o cliente tem uma experiência mais profunda com a marca”, acredita Alexandre Bratt, o CEO do Víssimo Group, holding que controla a marca.

    A abertura está prometida para 19 de dezembro.
    A abertura está prometida para 19 de dezembro. (Dezoito Arquitetura/Divulgação)

    Com um portfólio de cerca de 800 rótulos, parte sempre em mutação, a Evino exibe entre os campeões de público nomes como a portuguesa Portada, a espanhola Anciano e a francesa Bouchard Père & Fils. Do total, serão disponibilizadas 250 variedades nessa primeira loja. “Na seleção, olhamos para o consumo histórico dos clientes naquela região, para os nossos best-sellers e para os produtores renomados”, detalha Diego Bonassa, diretor de retail do grupo.

    O novo espaço foi construído sob o conceito de “phygital” — a união do mundo físico com o digital —, e o freguês poderá fazer a compra tanto no sistema de autosserviço como interagir com vendedores e sommeliers para tirar eventuais dúvidas. Os preços das garrafas poderão variar de 34,90 a 3 000 reais e serão os mesmos do site. Como os valores flutuam com frequência, serão adotadas etiquetas eletrônicas.

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    O endereço principal terá espaço para mesas, apetrechos para sentir aromas e a possibilidade de o visitante criar o próprio vinho.
    O endereço principal terá espaço para mesas, apetrechos para sentir aromas e a possibilidade de o visitante criar o próprio vinho. (Dezoito Arquitetura/Divulgação)

    Além de tomar uma taça por ali — depois, claro, de escanear o rótulo e ler em um display todas as informações —, o visitante terá outros tantos atrativos. Poderá “passear” pela vinícola da opção escolhida com o uso de um óculos de realidade virtual e participar de experiências sensoriais, para treinar o olfato com ingredientes como especiarias. Ao responder a um quiz em uma tela, o cliente encontrará a opção perfeita para seu gosto e situação de consumo.

    O ponto alto, com grandes chances de se tornar hit, segue a linha “faça você mesmo”. Com o auxílio de um sommelier, o freguês criará o próprio blend de vinho, a princípio com líquidos das variedades cabernet sauvignon, merlot e cabernet franc, nomeará a mistura e poderá fazer gravações na garrafa, para presentear, levar para casa ou beber ali. “Olhamos para várias flagships do mundo, como a Starbucks Reserve Roastery, nos Estados Unidos”, conta Bonassa, sobre a inspiração do local, instalado próximo a lojas especiais de outras marcas, como a Fábrica de Dengo, onde o visitante personaliza a própria barra de chocolate. A localização foi escolhida justamente numa área que concentra compradores da Evino, pertinho (cerca de 200 metros) do primeiro ponto físico paulistano da Wine, sua principal concorrente, que abriu a loja em setembro de 2020 (hoje, são quatro na cidade e dezessete no país).

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    Alexandre Bratt, CEO do Víssimo Group, holding que controla a Evino.
    Alexandre Bratt, CEO do Víssimo Group, holding que controla a Evino. (João Neto/Divulgação)

    A intenção da empresa é expandir em lojas com diferentes formatos, que poderão ter restaurantes, wine bars ou ser apenas pontos de venda. Além da flagship, está confirmada para este mês a inauguração de uma franquia no Shopping West Plaza. E um espaço próprio com bar está prometido para o próximo ano, na Praça Vilaboim, em Higienópolis. “Para 2023, temos o projeto de abrir vinte lojas no país”, calcula Bonassa.

    Nascida em 2013, a Evino começou nos últimos anos a ingressar com mais força em supermercados, restaurantes e hotéis, antes de montar o endereço físico, uma vontade antiga. Já houve uma experiência física na cidade, com um quiosque em shopping em 2017, que acabou não avançando. Há pouco mais de um ano, quando a empresa comprou a Grand Cru, importadora de vinhos e rede de lojas, o desejo foi reativado. “A Grand Cru era muito forte no ambiente físico, e a Evino, no digital”, explica Bratt.

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    A pergunta era: como a primeira, que tem 140 lojas no Brasil, ajuda a segunda a ser mais física? “Temos muita experiência (na Grand Cru) em como lidar com franqueados, pontos de venda, vitrine, abastecimento”, enumera. “A marca Evino pressupõe mais experiência tecnológica e preza muito pela descoberta de novos rótulos. O interessante é que temos uma fila de franqueados da Grand Cru que quer abrir lojas da Evino”, garante.

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    Publicado em VEJA São Paulo de 14 de dezembro de 2022, edição nº 2819

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