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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Bar de coquetelaria se esconde em floricultura da Barra Funda

O Raio que o Parta tem o salão principal anexo à loja Fialka e serve drinques autorais e clássicos. Leia a crítica

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 ago 2025, 06h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 23h20
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Ambiente do bar Raio que o Parta, na Barra Funda: balcão com caquinhos azuis (Ligia Skowronski/Veja SP)
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Bar de coquetelaria se esconde em floricultura da Barra Funda Priorizar nos meus resultados Google

Uma insuspeita floricultura pertinho do Minhocão, a Fialka, vira bar ao cair da noite. Ou, melhor, parte de um bar, já que o ambiente principal do Raio que o Parta, inaugurado em maio, é um salão anexo à loja de flores, escondido do mundo, que opera até as 2h.

Um jogo de espelhos dá impacto visual, assim como os caquinhos azuis do balcão — referência ao movimento arquitetônico popular no Pará que nomeia o lugar.

O endereço foi aberto pela dona da floricultura, a paraense Marilia Fialka, em parceria com o irmão Luiz e o marido dela, o bartender paulistano David Barreiro. Nesse universo de conexões íntimas, Well de Souza, irmão de David, comanda a execução de coquetéis.

Há uma ótima seção botequeira, com versões de bombeirinho (cachaça, xarope de frutas vermelhas da casa e limão-taiti; R$ 22,00) e do rabo de galo (cachaça Weber Haus 7 Madeiras, vermute tinto, Cynar e Angostura; R$ 29,00), este, aliás, entre os melhores da cidade. Para o toque amazônico, o cocais leva vodca com bacuri, cordial de cupuaçu, ácido cítrico, limão-taiti e açúcar (R$ 45,00).

Drinks do bar Raio que o Parta: bombeirinho, rabo de galo, cocais, rob roy
Raio que o Parta: rabo de galo, cocais, bombeirinho e rob roy (Ligia Swakowronski/Veja SP)
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Como os coquetéis já são pré-feitos, em lotes, chegam rápido, e não é possível realizar alterações. O bom bobby burns, originalmente de scotch, Bénédictine e vermute tinto, leva obrigatoriamente ali uísque japonês The Chita, por R$ 89,00. Para mastigar, o menu curto prioriza vegetais ou frutos do mar.

O peixe do dia na manteiga, às vezes trilha, às vezes sardinha, ganha um refresco com o acréscimo de coalhada e salada de ervas e maçã verde com vinagre (R$ 42,00). A cozinha, vale citar, está nas mãos da chef Natalia Fialka, irmã da dupla de sócios de mesmo sobrenome. Sim, este é um bar de família.

Avaliação: BOM (✪✪✪)

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Raio que o Parta

Rua Margarida, 30, Barra Funda, ☎ 98563-0397 (45 lugares). 19h/2h (dom. 17h/0h; fecha ter. e qua). Aberto em 2025.

Publicado em VEJA São Paulo de 29 de agosto de 2025, edição nº 2959.

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