Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Um guia com críticas, notícias, entrevistas e eventos sobre cinema e streaming

‘Acampamento Miasma’: o orgasmo liberta em paródia queer perfeita do slasher

Vencedor da Queer Palm, filme com Gillian Anderson e Hannah Einbinder traz estrutura sempre surpreendente e sequências inteligentes de assassinato

Por Mattheus Goto 21 ago 2026, 08h00 | Atualizado em 28 ago 2026, 18h49
Duas mulheres em um ambiente com iluminação quente. À frente, uma mulher de óculos e suéter laranja olha para baixo, com expressão pensativa. Atrás, uma mulher loira de cabelos cacheados e blusa de seda vermelha, com maquiagem marcante, olha para o lado, com semblante sério. O fundo tem um padrão geométrico de linhas em tons de marrom e bege
Visuais hipnotizantes: acerto da produção e da direção de arte (Fotos MUBI/Divulgação)
Continua após publicidade
‘Acampamento Miasma’: o orgasmo liberta em paródia queer perfeita do slasher Priorizar nos meus resultados Google

Filme de abertura da mostra Un Certain Regard (Um Certo Olhar) do Festival de Cannes deste ano, premiado com a Queer Palm, Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte pode não agradar todos os gostos. 

É um slasher (subgênero do terror) peculiar, da diretora trans Jane Schoenbrun, ainda não tão conhecida pelo público geral, mas que tem uma legião de fãs aficionados, principalmente depois de Eu Vi o Brilho da TV (2024). Mas, para quem entra na sala de cinema de mente aberta e embarca na loucura, comédia e ironia da obra, é inegavelmente uma das experiências mais especiais do ano, igualmente divertida e emotiva. 

Continua após a publicidade

No longa, a jovem cineasta Kris (Hannah Einbinder) é contratada para revitalizar uma franquia de terror decadente. Ela decide buscar Billy (Gillian Anderson), a estrela reclusa do filme original. O encontro leva as duas a uma espiral de obsessão, delírio e desejo, em que realidade se mescla com ficção de maneira brilhante, pincelando até a metalinguagem, enquanto o serial killer da saga, chamado de Pequena Morte, parece estar ressurgindo. 

Com uma estrutura sempre surpreendente, traz sequências de assassinato inteligentes, com a câmera no assassino. O senso de humor gera falas impagáveis, como um sensual “Adoro molho”. Com um elenco espetacular, o longa usa o slasher como ferramenta para libertar identidades queer (não heteronormativas). A morte é uma analogia para o orgasmo, da comunidade LGBTQIAPN+, que é historicamente repreendida por expressar seu afeto e desejo sexual. 

Continua após a publicidade

NOTA: ★★★★★

Continua após a publicidade

Publicado em VEJA São Paulo de 21 de agosto de 2026, edição nº3009

 

Continua após a publicidade

Curiosidades e destaques da carreira de Helena Ignez

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Fundo verde-escuro com texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. em amarelo e branco. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias e um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com ícone de árvore no canto superior direito
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 32,90/mês