Cinema

Curiosidades e destaques da carreira de Helena Ignez

Aos 87 anos, a atriz e cineasta é  a nova homenageada do projeto Ocupação, do Itaú Cultural

Helena ficou cravada no imaginário nacional por subverter papéis de gênero com suas personagens, como a Ângela Carne e Osso, ninfomaníaca que faz os homens de gato-e-sapato em A Mulher de Todos (1969)

A "antimusa" do cinema

Com Rogério Sganzerla (1946-2004), de quem é viúva, e Júlio Bressane, fundou em 1970 a produtora Belair. O grupo produziu seis longas naquele ano, até ser fechado pela repressão, mas deixou sua marca como reduto do Cinema Marginal. Integram esse conjunto os filmes Carnaval na lama, Copacabana mon amour e Sem essa aranha, de Sganzerla.

O Cinema Marginal

Aluna da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, Helena viveu intensamente a cena cultural baiana. Nos anos 1960, se mudou para o Rio de Janeiro. Foi uma das principais estrelas da montagem de 1969 de Hair. Sua peça mais recente é Fim de partida, clássico de Samuel Beckett (1906-1989), dirigido por Rodrigo Portella, ao lado de Marco Nanini

A importância do teatro

Seus filmes dialogam com seu passado artístico, mas se projetam no presente, incidindo criticamente sobre a realidade brasileira e o audiovisual. Recentemente, são marcados por uma parceria com Ney Matogrosso, vista em títulos como Ralé (2016) e A alegria é a prova dos nove (2024)

A Helena diretora

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