Pinacoteca terá mostra de Keith Haring em 2027: confira a programação completa
Museu prepara 14 exposições para o próximo ano, divididas entre seus três prédios
A Pinacoteca de São Paulo anunciou sua programação de exposições para 2027. São catorze mostras confirmadas para o ano que vem, divididas entre a Pina Luz, a Pina Contemporânea e a Pina Estação.
O grande destaque é a mostra que encerra o ano. Em 27 de novembro de 2027, a Pina Contemporânea inaugura a primeira grande exposição individual de Keith Haring (1958–1990) no Brasil desde 2010, marcando o retorno de peso do artista estadunidense, ícone da Pop Art e da cena de arte urbana nova-iorquina dos anos 1980.
De caráter retrospectivo, a mostra reunirá obras nunca antes expostas no país e contará ainda com uma sala dedicada às relações entre Haring e o Brasil, país que o artista visitou diversas vezes.
Na mesma data, a Pina Estação recebe outro nome internacional que vale ficar de olho: o belga Francis Alÿs. Ele volta à Pinacoteca após expor em 2013, agora um trabalho em andamento construído ao longo dos anos: sua série Children’s Games, que registra jogos infantis filmados em diferentes partes do mundo.
Outro destaque internacional é a primeira grande individual de Belkis Ayón (1967–1999) no Brasil. A artista afro-cubana é conhecida por suas gravuras de grande formato a partir da mitologia da sociedade Abakuá.
No campo dos artistas brasileiros, 2027 inicia com uma das maiores e mais importantes exposições do museu no ano. A Pina Luz inaugura a partir de 6 de março uma grande mostra de Amadeo Lorenzato (1900–1995), ocupando sete salas. Artista autodidata é conhecido por suas pinturas que retratam paisagens, casarios, montanhas, naturezas-mortas e o cotidiano do subúrbio e da periferia mineira.
Em 12 de junho, Brígida Baltar (1959–2022) ocupar o 4º andar da Pina Estação. A exposição trará um panorama da obra da artista carioca: da casa escavada para abrigar o corpo às coletas de neblina, orvalho e maresia, com uma poética do gesto mínimo, voltada ao efêmero e ao quase imperceptível.
Ao longo do ano, o Octógono (espaço do prédio Luz voltado para receber instalações de grandes dimensões) será ocupado por Carolina Cordeiro, Wu Tsang. Os contemporâneos Froiid e Ana Vaz também ganham individuais.
Completam a programação uma coletiva dedicada à participação do Brasil no Segundo Festival Mundial de Artes e Cultura Negra e Africana (FESTAC), realizado em 1977 em Lagos, na Nigéria, trazendo obras em diferentes linguagens de artistas como Emanoel Araújo e Rubem Valentim; uma exposição dedicada à Equipe 3, coletivo radical e conceitual formado por Lydia Okumura, Genilson Soares e Francisco Iñarra; e a coletiva Alegorias do Brasil, com obras de século XVII a contemporaneidade.
Há ainda duas exposições na Sala de Vídeo, com artistas ainda não confirmados. Confira a programação completa abaixo.
Pina Luz
- Lorenzato, de 6/3 a 1/8, nas sete salas do 1º andar
- O avesso das origens: o Brasil na FESTAC ’77, de 6/3 a 6/6, no 2º andar
- Carolina Cordeiro, de 3/4 a 25/7, no Octógono
- Wu Tsang, a partir de 14/8, no Octógono
- Belkis Ayón, a partir de 28/8, nas sete salas do 1º andar
Pina Estação
- Equipe 3, a partir de 24/4, no 2º andar
- Brígida Baltar, de 12/6 a 17/10, no 4º andar
- Francis Alÿs, a partir de 27/11, no 4º andar
Pina Contemporânea
- Froiid, de 10/4 a 8/8, na Galeria Praça
- Alegorias do Brasil, de 22/5 a 3/10, na Grande Galeria
- Ana Vaz, a partir de 28/8, na Galeria Praça
- Keith Haring, de 27/11 a 23/4/2028, na Grande Galeria






