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Blog do Lorençato

Por Arnaldo Lorençato Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O editor-executivo Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há mais de 30 anos. De 1992 para cá, fez mais de 16 000 avaliações. Também comanda o Cozinha do Lorençato, programa de entrevistas e receitas no YouTube. O jornalista é professor-doutor e leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Trattoria Donna di Nico, da família do delegado Nico, tem receitas caprichadas

Na casa tocada pela empresária Sandra Delbosque Gonçalves, no Ipiranga, provam-se pedidas como o canelone bicolor e a burrata assada. Leia a crítica

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19 dez 2025, 06h00 •
Homem e mulher sorrindo para foto
Trattoria Donna di Nico: o casal Sandra Delbosque Gonçalves e o delegado Nico Gonçalves (Ligia Skowronski/Veja SP)
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  • Um charme só, a Trattoria Donna di Nico ocupa dois antigos sobrados separados por uma passagem de águas de chuva, tecnicamente chamada de servidão. No projeto encomendado ao arquiteto Roberto Migotto, essa área entre os dois imóveis virou um agradável e disputado pergolado.

    Este, como outros endereços gastronômicos no Ipiranga, é mais um sucesso criado pela família de Osvaldo Gonçalves, o delegado Nico e atual secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

    Lembro que, quando escrevi sobre o primeiro negócio montado por eles, a pizzaria Sala Vip na Rua Cisplatina, eu ainda não tinha um rosto conhecido — eram outros tempos e ainda se faziam críticos anônimos — , liguei para o restaurante, e a esposa de Nico e responsável pela operação, Sandra Delbosque Gonçalves, achou que era um trote.

    De lá para cá, a pizzaria ganhou uma segunda unidade em Moema e três endereços fora de São Paulo, além de um ponto só de delivery, e vieram o Bar do Nico (2000), o Nico Pasta & Basta (2009) e a Nico Hamburgueria (2013).

     

     

    Os filhos do casal, Natália, Eric e Renata, passaram a atuar na administração. Na Donna di Nico, que também funciona como uma mercearia, o cardápio passeia pelas receitas de osteria e trattoria elaboradas com brilho pelo chef peruano Brayan Bladimir Eugenio Jesus.

    Homem com macarrão e panela e sorrindo
    Trattoria Donna Di Nico: o chef Brayan Bladimir Eugenio Jesus (Ligia Skowronski/Veja SP)
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    Item que virou obrigatório e óbvio em incontáveis cardápios da cidade, a burrata, ali de produção própria, recebe uma atraente roupagem. É envolta numa massa que sai do forno só quando está morena para ganhar a companhia de tomate gratinado, confit de alho e manjericão fresco. Custa R$ 55,00.

    Prato de alumínio com burrata em mesa de madeira
    Trattoria Donna Di Nico: burrata assada (Ligia Skowronski/Veja SP)

    Outra sugestão de entrada, a bruschetta margherita (R$ 36,00), que poderia ter o pão um tiquinho mais crocante, vem com tomate, muçarela e manjericão.

    Uma delícia, o macarrão mais em conta do cardápio merece ser provado. É o canelone bicolor (R$ 70,00) recheado de molho à bolonhesa e muçarela e banhado por molho de tomate e creme de queijo. Também faz bonito o fettuccine alfredo (R$ 75,00), cujos fios al dente são banhados por um molho nada enjoativo de parmesão e manteiga.

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    Prato branco com massa e molho
    Trattoria Donna Di Nico: canelone bicolor (Ligia Skowronski/Veja SP)

    O peixe do dia (R$ 98,00), a pescada-amarela, é passado em azeite e ervas até dourar sem perder a umidade. Recebe a companhia de berinjela recheada de burrata (ela novamente!) sobre molho marinara, leia-se: de tomate com azeitona preta e alcaparra, mais uma farofinha de pão.

    Prato com dois cannoli e crocante por cima
    Trattoria Donna Di Nico: cannolo de sobremesa (Ligia Skowronski/Veja SP)

    Arremate dos bons, o cannolo tem massa quebradiça com recheio de creme de ricota, raspas de laranja e lascas de chocolate (R$ 37,00). No subsolo, está na reta final o bar Nicolina, a ser inaugurado em fevereiro de 2026.

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    Avaliação: BOM (✪✪✪)

    Trattoria Donna di Nico
    Rua Agostinho Gomes, 2045, Ipiranga, telefone 2274-5455 e WhatsApp 93375-8547 (160 lugares). 12h/16h e 19h/23h (dom., só almoço até 17h; fecha seg). Rolha (R$ 55,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2025. $

    Publicado em VEJA São Paulo de 19 de dezembro de 2025, edição nº 2975.

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