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O editor-executivo Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há mais de 30 anos. De 1992 para cá, fez mais de 16 000 avaliações. Também comanda o Cozinha do Lorençato, programa de entrevistas e receitas no YouTube. O jornalista é professor-doutor e leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

4 perguntas sobre o Mocotó Vila Clementino para o chef Rodrigo Oliveira

A nova unidade da casa, com matriz na Vila Medeiros, será inaugurada em 23 de julho com pratos inéditos

Por Arnaldo Lorençato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2026, 11h00 | Atualizado em 5 jul 2026, 13h22
Mocotó da Vila Clementino: investimento de 3 milhões de reais entre obra e equipamentos
Mocotó da Vila Clementino: investimento de 3 milhões de reais entre obra e equipamentos (Bernardo Guerreiro/Divulgação)
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4 perguntas sobre o Mocotó Vila Clementino para o chef Rodrigo Oliveira Priorizar nos meus resultados Google

Finalmente está chegando. O Mocotó número 3 tem data para ser inaugurado: 23 de julho, uma quinta.

A nova unidade, na Vila Clementino, (Rua Pedro de Toledo, 450), vem se somar à matriz da Vila Medeiros e à filial da Vila Leopoldina, além da versão café, no Mercado Municipal de Pinheiros, e do Balaio IMS, no térreo do Instituto Moreira Salles, na Avenida Paulista.

Para entender como se deu essa expansão, conversei com o chef Rodrigo Oliveira, que assumiu a direção do negócio montado pelo pai José de Almeida (1938-2025) como uma Casa do Norte, em 1973.

Junto dos sócios Ricardo Lima (gerente operacional) e Silvia Guzela (gerente de RH e financeira), Rodrigo calcula ter feito um investimento de “3 milhões de reais entre obra e equipamentos” na casa a ser aberta, que mais uma vez tem projeto da Lab Arquitetos.

O trio não pensa em parar neste endereço e mira regiões como o centro da cidade e mais uma vez a emblemática Avenida Paulista. Confira a entrevista.

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Homem de pele morena, cabelo encaracolado escuro e barba grisalha, sorri levemente para a câmera. Ele veste um dólmã branco de chef e um avental marrom, com um fundo desfocado de tons claros e verdes
Rodrigo Oliveira: planos para continuar expandindo (Bernardo Guerreiro/Divulgação)

 

Quando você assumiu a direção do Mocotó em 2004, acreditava que seria o único endereço?

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Naquele momento não pensava em expandir, mas sim em evoluir. O Mocotó já tinha quarenta anos quando inauguramos o (extinto) Esquina Mocotó e as outras casas — Balaio IMS, café do Mercado de Pinheiros e a da Vila Leopoldina — foram todos projetos que nasceram de convites, num ritmo bastante cadenciado.

 

O segundo Mocotó você me contou que foi um convite do pessoal da produtora O2 Filmes que queria comer boa culinária nordestina. Como foi essa proposta?

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Sim, nos ofereceram um espaço onde já funcionava um restaurante, mas que infelizmente havia fechado na pandemia. Na verdade, a gente havia ido conhecer o lugar já com a resposta ensaiada para declinar o convite, pois não tínhamos planos de outra casa naquele momento.

Mas, quando entramos na O2 e vimos o nível de excelência que havia ali, percebemos que eles seriam os vizinhos perfeitos.

Daí, quando entramos no espaço do restaurante, já comecei a imaginar o Mocotó ali imediatamente. Selamos a parceria na mesma hora, sem sequer discutir as questões comerciais, e o restaurante é um sucesso desde o primeiro dia.

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Além da nova casa na Vila Clementino, poderão vir outras?

É possível. Desde que percebemos que a cada projeto bem-sucedido em outras regiões da cidade conseguimos criar novas oportunidades aqui na Vila Medeiros, passamos a pensar num plano de expansão.

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Acredito que o centro seria um próximo passo natural pra gente, quem sabe até na Paulista, onde faríamos uma dobradinha com o Balaio IMS.

 

A cozinha continua centralizada na Vila Medeiros?

A cozinha central continua na Vila Medeiros e daqui vão sair todas as bases, que demandam equipamentos de larga escala e processos longos.

Nas casas, preparamos tudo o que é fresco e feito à la minute, é um balanço perfeito entre eficiência de operação e alta qualidade de produtos.

 

 

Publicado em VEJA São Paulo de 3 de julho de 2026, edição nº 3002.

 

 

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