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Zona Azul digital tem problemas no primeiro dia de operação

Até o fim da operação, 7 284 usuários baixaram os aplicativos; novo método não afeta a venda dos cartões de papel

Por Estadão Conteúdo 12 jul 2016, 09h23 | Atualizado em 27 dez 2016, 16h44
zona azul cartao
zona azul cartao (Heloisa Ballarini/Secom/)
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O primeiro dia de funcionamento do Cartão Azul Digital começou com problemas, na segunda-feira (11), em São Paulo. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), parte dos usuários não conseguiu fazer download dos aplicativos nas primeiras horas do dia, mas as falhas foram sendo solucionadas ainda durante a manhã. Até o fim da operação, às 18h, 7 284 usuários baixaram os aplicativos. No total, 1 163 deles foram usados.

Em entrevista à Rádio Estadão, a porta-voz da Diretoria Administrativa e Financeira da CET, Telma Senauber, reconheceu as falhas nas primeiras horas. “Pela manhã, tivemos alguns problemas. As pessoas não estavam conseguindo baixar o aplicativo, não estavam conseguindo se cadastrar. Mas, por volta das 8h, eles já estavam funcionando”, afirmou.

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São três os aplicativos disponíveis. Todos operam no sistema Android e apenas um no iOS – a ampliação para este sistema deve ser feita nos próximos dias. Para usar os créditos, o motorista deve primeiro cadastrar o veículo e informar os dados no próprio sistema. A cada uso, é preciso comprar um cartão pelo aplicativo e, quando precisar, esse cartão deve ser ativado. “Nosso principal objetivo é dar praticidade e conforto ao usuário”, disse Telma.

Quando o motorista para o carro em uma vaga de Zona Azul, ele precisa ativar a Zona Azul digital para o veículo e, desta forma, não será autuado pelos agentes da CET.

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A entrada em vigor do Cartão Azul Digital não afeta a venda dos cartões de Zona Azul tradicional, de papel. Ambos custam 5 reais por hora. Na entrevista à Rádio Estadão, Telma informou que, ainda neste ano, dez empresas devem oferecer aplicativos para a venda dos cartões eletrônicos.

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Motoristas que souberam do sistema ontem fizeram uma avaliação positiva da iniciativa, embora mostrassem resistência à entrada da tecnologia. “Não sou nem um pouco digital. Não pago coisas pela internet, ‘apanho’ do celular. Mas acho bom que haja iniciativas como essa. Pode ser que diminua o número de caras que vendem cartões mais caros, avulsos, na rua”, disse o fisioterapeuta Gustavo Sartori, de 43 anos.

O motorista Leonardo Domingos da Silva, de 32 anos, que dirige um Uber, afirma que, na prática, a medida só deverá ser usada com frequência por gente mais jovem. “Vai acontecer o que acontece com nossos clientes. Às vezes, o que vemos é que o filho do cliente que baixou o aplicativo, que ensinou como mexer. Muita gente ainda se sente insegura com essas coisas, mas é uma questão de adaptação”, afirmou.

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Parques e Pacaembu funcionam diferente

Em algumas áreas, como os parques Ibirapuera e da Aclimação, em que o preço da Zona Azul é diferente, os usuários do aplicativo terão tempos diferentes de uso de vagas. Nesses dois lugares, por exemplo, o cartão tem validade de duas horas. No Pacaembu, o cartão de 5 reais dá direito a três horas de uso.

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