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Morre aos 73 anos o jornalista Moacir Japiassu

O sepultamento será na manhã desta quinta-feira (5), no cemitério municipal da cidade de Cunha

Por Estadão Conteúdo
4 nov 2015, 20h58 • Atualizado em 5 dez 2016, 11h54
Moacir Japiassu
Moacir Japiassu (Reprodução/Facebook/)
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  • Jornalista por cinco décadas nas principais redações do País, morreu nesta quarta-feira, 4, na Santa Casa de Cunha, interior paulista, o paraibano-mineiro-paulista – e vascaíno roxo – Moacir Japiassu. Aos 73 anos, os últimos 40 em São Paulo, Japi, como o chamavam todos, não resistiu no final da manhã a um novo derrame – havia sofrido o primeiro em setembro. O sepultamento será na manhã desta quinta-feira, 5, no jazigo da família no cemitério municipal de Cunha. Deixa a mulher, Marcia Lobo, o filho Daniel – ambos também jornalistas -, nora e três netas.

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    “Meu ruivo adorado foi embora”, escreveu Marcia no Facebook. “A última coisa que me disse foi que queria morrer. E, como era do seu temperamento, fez o que achou melhor”, dizia ainda a mensagem. “Além do pai, perdi o meu professor de jornalismo”, resumiu Daniel. Japi havia sofrido um derrame dia 12 de setembro e foi submetido a uma cirurgia em São José dos Campos. Apresentou melhoras, mas não conseguiu voltar a falar. Comunicava-se, nas últimas semanas, por gestos ou recados escritos.

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    Ainda jovem, Japi mudou-se com a família para Belo Horizonte e depois foi para o Rio, antes de se instalar em São Paulo. Sua carreira, iniciada no Diário de Notícias, em BH, passou por Estadão, Jornal da Tarde, Isto É, Veja, Senhor e o Fantástico da TV Globo. Em seus últimos tempos, divertia-se caçando notícias estranhas ou erros de todo tipo na mídia, com os quais alimentava a coluna “Perdão, Leitores”, da revista Imprensa, e depois o Jornal da ‘Imprença’, do Portal Comunique-se. Em certo momento, entre tantas crises no País, afirmou: “No Brasil, a realidade é tão impressionante, sórdida, canalha, que já pode ser considerada ficção”.

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    Chefe a grande amigo dele nos idos do Jornal do Brasil, Alberto Dines o considerava um condutor de valores. “Japi foi um talento único, que fez uma transição geracional no jornalismo da geração anterior, atualizando o olhar e a linguagem. Uma tarefa essencial, daquelas que tornam uma pessoa perene.

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    O diretor de jornalismo da Band TV, Fernando Mitre, que conviveu com Japiassu em Belo Horizonte e depois foi seu chefe no Jornal da Tarde, relembra: “Quando comecei em Minas, não tive nenhuma dificuldade em encontrar minha referência: era Japiassu, o mais talentoso de todos nós. Texto sempre inspirado, brilhava e nos estimulava todos os dias. Marcou as redações por onde passou como brilhante jornalista e ótimo colega.”

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