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Tudo que você precisa saber antes de ir para Orlando em 2026

Queda do dólar e novo parque da Universal, inaugurado em 2025, impulsionam viagens à cidade, mais acessíveis e atraentes para famílias

Por Laura Pereira Lima 29 abr 2026, 08h00
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Castelo da Cinderela no Magic Kingdom: para toda a família (Matt Stroshane/Divulgação)
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Correria, longas filas, horas de pé sob o sol: para muitos pais, a viagem a Orlando está longe de ser sinônimo de descanso. Entre os parques da The Walt Disney Company e do Universal Orlando Resort, a maratona pode virar um teste de resistência — especialmente em alta temporada. Mas, com planejamento, o roteiro pode se transformar em uma experiência mais equilibrada, que combina diversão intensa com momentos de respiro e imersão na cultura local.

Em 2026, o destino vive um momento particular: embora algumas atrações estejam em reforma, o que pode gerar frustração pontual, a redução no número de visitantes tende a aliviar a espera em brinquedos. Ao mesmo tempo, novidades ajudam a manter o interesse em alta, como o Epic Universe, inaugurado em 2025 e responsável por renovar o fôlego do complexo da Universal.

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(Matt Stroshane/Divulgação)

Outro atrativo é o prolongamento do Ingresso Mágico de 4 Parques, oferta voltada a turistas da América Latina que inclui acesso aos quatro parques do Walt Disney World — Magic Kingdom, Animal Kingdom, Hollywood Studios e Epcot — sem necessidade de agendamento prévio, a um preço que parte de 2 170 reais.

A realização da Copa do Mundo FIFA 2026 na América do Norte, entre 11 de junho e 19 de julho, também deve impulsionar o fluxo de turistas. Com jogos para acontecer em Miami — a cerca de três horas e meia de carro ou trem (os trajetos têm a mesma duração) pela linha Brightline, inaugurada em 2023 —, Orlando entra no radar como extensão natural da viagem.

A queda do dólar, que atingiu o menor valor desde março de 2024, vem somar-se ao cenário favorável para quem pretende visitar o país.

Para além dos parques, Orlando segue oferecendo alternativas. Quem quer curtir um pouco de natureza pode visitar o Lake Eola Park, no centro, ideal para caminhadas leves, com vista para os prédios e pedalinhos no lago. Já o Harry P. Leu Gardens proporciona um ambiente mais silencioso, com jardins bem-cuidados — um respiro bem-vindo após dias intensos.

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Na cena artística, o Orlando Museum of Art apresenta exposições rotativas, muitas vezes voltadas à arte americana e contemporânea. Para quem busca uma experiência diferente, assistir a um jogo da NBA vai além do esporte: o evento funciona como um espetáculo completo, com shows de intervalo, ativações e interação com o público.

Outra forma de explorar a cidade é pelo bairro Mills 50 District, conhecido pela cena gastronômica e cultural mais alternativa, com restaurantes independentes, murais de arte urbana e uma atmosfera mais local, distante do circuito turístico tradicional.

Já no circuito de compras, os outlets seguem como parada obrigatória. O Orlando Vineland Premium Outlets e o Orlando International Premium Outlets reúnem lojas de marcas como Adidas, Gap, Apple e Banana Republic, com descontos que atraem turistas de diferentes perfis.

Confira um guia completo de Orlando em 2026

Os parques

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Epcot: passeio por diferentes culturas (David Roark/Divulgação)

Não há dúvidas de que o ponto alto de Orlando são os parques de diversão. A cidade reúne quatro do Walt Disney WorldMagic Kingdom, Epcot, Disney’s Hollywood Studios e Disney’s Animal Kingdom — e quatro do Universal Orlando ResortUniversal Studios Florida, Universal Islands of Adventure, Universal Volcano Bay e o recém-inaugurado Epic Universe —, além de opções como o SeaWorld Orlando, o Aquatica Orlando e o LEGOLAND Florida Resort.

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“Todos os parques estão passando por reformas ou manutenção, então, saber se sua atração do coração estará em funcionamento durante o período da visita é fundamental para não se decepcionar”, afirma Elaine Bertolini, guia de turismo especializada em Orlando, que recomenda checar os sites oficiais antes de montar o roteiro.

Por outro lado, alguns brinquedos queridos do público voltam a operar repaginados. É o caso da Big Thunder Mountain Railroad, no Magic Kingdom, que reabre em maio com novos trilhos e trens modernizados — no mesmo mês em que a Rock ‘n’ Roller Coaster, no Disney’s Hollywood Studios, ganha uma nova temática, inspirada nos Muppets. Outras novidades incluem a Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin, reinaugurada neste mês com carrinhos atualizados e alvos interativos.

Epic Universe

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(Universal Studios/Divulgação)

A grande novidade dos últimos anos em Orlando é o Epic Universe, quarto parque da Universal, inaugurado em maio de 2025. Com investimento de mais de 5 bilhões de dólares, é dividido em cinco áreas temáticas bem distintas entre si.

O coração é o Celestial Park, que funciona como eixo central, com jardins, restaurantes e atrações que misturam tecnologia e cenografia futurista. Outra área é o Super Nintendo World, com ambientes coloridos e interativos que recriam cenários de Mario e companhia.

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Andrenalina: Stardust Racers (Universal Studios/Divulgação)

The Wizarding World of Harry Potter — Ministry of Magic expande o universo de Harry Potter ao transportar o visitante para o Ministério da Magia, com narrativa mais adulta e cenários detalhados, e How to Train Your Dragon — Isle of Berk, baseada na franquia Como Treinar o Seu Dragão, tem montanhas-russas, encontros com personagens e uma ambientação que recria a vila viking dos filmes. Em contraste, Dark Universe aposta em um tom mais sombrio, inspirado nos monstros clássicos da Universal, como Frankenstein e Drácula, com experiências mais intensas e atmosfera de terror.

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(Veja SP/Veja SP)

Onde se hospedar

Para quem busca praticidade em Orlando sem se manter o tempo todo no ritmo intenso dos parques, o Meliá Orlando Celebration é uma opção estratégica.

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Meliá Orlando: piscina 360º (Divulgação/Divulgação)
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Localizado em Celebration — bairro planejado pela The Walt Disney Company e vizinho dos complexos da Disney —, o hotel combina atmosfera residencial tranquila com acesso facilitado às principais atrações.

A localização é um dos principais trunfos: são cerca de oito minutos até o Disney’s Hollywood Studios, onze até o Epcot, catorze até o Magic Kingdom e vinte até os parques do Universal Orlando Resort. O Orlando Premium Vineland Outlets também fica nas proximidades, a uma distância de vinte minutos.

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(Roberto Lara/Divulgação)

O hotel, que integra a lista Walt Disney World Good Neighbor Hotels, ainda oferece transporte gratuito para os parques e o Disney Springs e informações atualizadas sobre a Disney. Com bom custo-benefício — uma suíte de dois quartos, ideal para famílias, varia entre 695 e 1290 reais, conforme a temporada —, o hotel aposta em uma estrutura voltada ao público familiar.

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(Roberto Lara/Divulgação)
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Há piscina 360 graus, áreas de lazer e suítes amplas, algumas com cozinha equipada, ideais para quem prefere preparar refeições rápidas e evitar os preços elevados dos complexos de diversão. O hotel também oferece opções práticas de alimentação, no quarto ou no restaurante, além de uma programação própria, com atividades como karaokê, oficinas de dança e bingo.

De olho no visto

Desde 2025, o governo de Donald Trump vem endurecendo a emissão de vistos para o país. Apesar das dificuldades, a demanda continua em alta, impulsionada pela proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026.

“Hoje o cenário está mais organizado, mas também mais criterioso”, afirma Carlos Silva, CEO da Digital Vistos. Segundo ele, uma das medidas que ajudaram a dar mais fluidez ao processo foi a criação do FIFA Pass, que concede prioridade no agendamento a solicitantes com ingressos oficiais para o torneio.

Para quem não se enquadra nesse perfil, o tempo de espera é elevado. Em São Paulo, a fila para entrevistas pode chegar a cinco meses, por isso, Silva orienta iniciar o processo com pelo menos seis meses de antecedência.

Paralelamente, o procedimento se tornou mais rigoroso: há maior exigência de entrevistas presenciais, redução de isenções automáticas e análise mais detalhada do perfil do solicitante. “É importante lembrar que o visto não garante a entrada nos Estados Unidos — a decisão final cabe ao agente de imigração”, ressalta o especialista. A taxa fixa para solicitação do visto é de 185 dólares (cerca de 921 reais).

A repórter viajou a convite do hotel Meliá Orlando Celebration

Publicado em VEJA São Paulo de 24 de abril de 2026, edição nº2992

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