Avatar do usuário logado
Usuário

Saúde ‘high tech’: hospitais investem em equipamentos de ponta

Objetivo é encurtar tratamentos e torná-los menos invasivos

Por Mariana Gonzalez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jun 2017, 18h31 | Atualizado em 5 jul 2026, 17h08
saúde tecnologia
Robô no Oswaldo Cruz: teleconferência entre médicos (Alexandre Battibugli/Veja SP)
Continua após publicidade
Saúde ‘high tech’: hospitais investem em equipamentos de ponta Priorizar nos meus resultados Google

Robôs, raios gama e plataformas codificadas. Instrumentos até pouco tempo atrás comuns apenas em HQs e filmes de ficção científica agora são realidade em alguns dos principais hospitais particulares da capital. Do diagnóstico ao período de recuperação, a tecnologia tornou-se aliada de médicos na tarefa de aumentar a precisão de procedimentos e o conforto de pacientes.

O investimento na compra de dispositivos importados dos Estados Unidos e de países da Europa tem crescido a cada ano. No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o gasto no setor com máquinas de ponta previsto para todo o ano de 2017 é de 75 milhões de reais, 30% a mais que o registrado em 2016. Referência internacional no tratamento de cardiopatias, o Hospital do Coração (HCor) desembolsou 150 milhões de reais para melhorar a infra-estrutura e adquirir novos equipamentos desde 2010.

“A missão é tornar os tratamentos desse tipo acessíveis ao maior número de pessoas”, diz o superintendente científico do local, Carlos Alberto Buchpiguel. Abaixo, confira os principais exemplos de modernidade aplicada à medicina na cidade.

Robôs de telepresença

A UTI do Hospital Alemão Oswaldo Cruz ganhou o reforço de dois integrantes em novembro. Ao contrário dos demais funcionários que circulam por ali em horários escalonados, esses trabalham 24 horas por dia. Conectada à internet, uma dupla de robôs de telepresença permite a comunicação constante entre os plantonistas e os médicos que acompanham o paciente há mais tempo, por meio de uma espécie de teleconferência. “Os equipamentos transmitem imagens ao vivo, em 360 graus”, explica o superintendente de Educação e Ciências da instituição, Jefferson Fernandes.

Em emergências, o profissional em local remoto pode ajudar enfermeiros a prestar atendimento específico. Trata-se do primeiro hospital brasileiro a importar a tecnologia, controlada por smartphone. Outra novidade prevista para estrear no segundo semestre é a plataforma Elsie, que “traduz” o código genético de pacientes, formado por letras e números, em informações concretas, como presença de alergias, resistência a tratamentos e propensão a patologias. Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Rua João Julião, 331, Bela Vista, ☎ 3549-0000.

Continua após a publicidade

Gamma Knife

saúde tecnologia
Gamma Knife no HCor: combate à doença de Alzheimer (Roberto Loffel/Veja SP)

Em sua versão mais comum, os raios gama atravessam o crânio do paciente e, sem a necessidade de cortes, eliminam tumores do cérebro. A novidade no Hospital do Coração é o uso da tecnologia para doenças funcionais, como Alzheimer e Parkinson. Devido à precisão, o Gamma Knife preserva órgãos sadios que poderiam ser afetados em outros tipos de intervenção. A instituição é a única da cidade a usar a técnica, há cerca de dois anos. Brevemente, outro dispositivo será adotado ali de modo inusitado. Famosos no tratamento de insuficiência cardíaca, os marcapassos se tornarão aliados no combate à depressão.

Instalados nos nervos ramo-oftálmicos, abaixo das sobrancelhas, eles emitem impulsos elétricos e criam uma reação no sistema nervoso que elimina os sintomas da depressão. “O resultado aparece em três meses”, diz o neurocirurgião Antonio De Salles. Autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o procedimento aguarda a liberação da Associação Médica Brasileira, mas já tem fila de espera de oitenta pessoas. Hospital do Coração. Rua Desembargador Eliseu Guilherme, 147, Paraíso, ☎ 3053-6611.

Continua após a publicidade

Implante transcateter

Saúde tecnologia
Sala da Beneficência Portuguesa: cateteres longe do coração (Antonio Milena/Veja SP)

Dono da maior área de hemodinâmica — que trata de questões relativas à circulação do sangue — do país, o Hospital BP (antiga Beneficência Portuguesa) tornou-se em 2015 a instituição paulistana pioneira na técnica de instalar cateter com um procedimento bem mais simples que uma cirurgia comum. No chamado implante transcateter valvar aórtico (ou TAVI, em sua sigla), o dispositivo é colocado na perna do paciente, na artéria femoral. “É bem menos invasivo, pois não há necessidade de abrir a região torácica e utilizar a circulação extracorpórea”, afirma o médico José Armando Mangione, coordenador de cardiologia da instituição, que realiza cerca de 1 000 cateterismos por mês. Hospital Beneficência Portuguesa. Rua Maestro Cardim, 769, Bela Vista, ☎ 3505-1000.

Radioablação

A extração de um tumor é geralmente um procedimento complicado. A depender da região em que estiver localizado — como rim ou fígado, por exemplo —, a operação poderá prejudicar o funcionamento de todo o corpo. Para evitar esse tipo de efeito colateral negativo, o Hospital Sírio-Libanês desenvolveu uma técnica que elimina os nódulos sem a necessidade de cirurgia. Trata-se da radioablação, que consiste na injeção de calor por meio de agulhas de alta precisão. A energia desprendida reduz ou até mesmo destrói a massa indesejada. Tudo é monitorado por tomografias. “Menos invasiva, a iniciativa preserva os órgãos e é uma boa alternativa para idosos, grupo de risco para cirurgias”, diz o médico Giovanni Cerri, diretor do centro de diagnóstico por imagem do local. A tecnologia é utilizada há cerca de um ano e mostrou-se eficaz na retirada de nódulos de até 3 centímetros de diâmetro. Hospital Sírio-Libanês. Rua Dona Adma Jafet, 91, Bela Vista, ☎ 3394-0200.

Continua após a publicidade

Cirurgia robótica

Saúde tecnologia
Radioablação no Sírio- Libanês: calor para destruir tumores (Reinaldo Canato/Veja SP)

Há pouco mais de um ano, a unidade do Itaim do Hospital São Luiz recebeu o robô americano Da Vinci Si, que, com maior precisão de movimentos, auxilia em cirurgias delicadas, sobretudo urológicas, ginecológicas e bariátricas. Mais de 800 operações foram realizadas com o equipamento desde então. “Ele ajuda na cicatrização e evita a formação de hérnias pósoperatórias”, diz o coordenador de cirurgia robótica do local, Murilo de Almeida Luz. Hospital São Luiz. Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 143, ☎ 3040-1100.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês