Avatar do usuário logado
Usuário

Governo Bolsonaro suspende contrato da vacina Covaxin

Acerto previa aquisição de 20 milhões de doses; Ministério da Saúde diz que decisão ocorreu para "análise aprofundada"

Por 29 jun 2021, 18h07 | Atualizado em 5 set 2025, 15h12
A imagem mostra o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, usando máscara e gesticulando durante entrevista
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Veja SP)
Continua após publicidade

O Ministério da Saúde divulgou na tarde desta terça-feira (29) que decidiu suspender temporariamente o contrato para a aquisição de doses da vacina Covaxin, imunizante da farmacêutica indiana Bharat Biotech. O acerto é alvo de apuração na Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Covid-19, no Senado Federal e por parte do Ministério Público Federal.

De acordo com o Ministério, a decisão ocorreu por recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU). “De acordo com análise preliminar da CGU, não há irregularidades no contrato, mas, por compliance, a pasta optou por suspender o contrato para análise aprofundada”.

O contrato foi assinado em fevereiro e previa 20 milhões de doses do imunizante, mas as vacinas nunca chegaram a ser enviadas para o país: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não aprovou os pedidos de importação. Nesta terça a Anvisa recebeu o pedido de uso emergencial da vacina pela empresa Precisa Comercialização de Medicamentos, que intermediaria a compra das doses com a Índia.

No início do mês, a Anvisa aprovou a importação excepcional de 4 milhões de doses da Covaxin, mas para uso somente em condições específicas determinadas pela Agência.

A Covaxin entrou na mira da CPI após atingir o valor por dose mais caro negociado pelo governo federal (15 dólares) e após relatos do ex-funcionário do Ministério da Saúde, Luis Miranda, que disse ter sofrido “pressão atípica” para a compra do imunizante.

Continua após a publicidade

De acordo com o Ministério da Saúde, o governo federal “não pagou nenhum centavo pela vacina. A medida não compromete o ritmo da vacinação contra Covid-19 no Brasil, já que não há aprovação da Anvisa para uso emergencial nem definitivo do imunizante. Até o momento, o governo distribuiu cerca de 130 milhões de doses de vacinas às unidades da federação”, diz a nota, divulgada nas redes sociais.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês