Avatar do usuário logado
Usuário

Exame aponta tripla infecção em paciente: Covid, Influenza e resfriado

Médica ginecologista de 49 anos já havia tomado as três doses da vacina da Covid-19 e também a de gripe; caso evoluiu bem

Por Clayton Freitas 5 jan 2022, 12h23 | Atualizado em 5 jun 2026, 09h55
Campanha de vacinação contra a gripe
Cidade de São Paulo teve surto de gripe (Tânia Rêgo/Agência Brasil/Veja SP)
Continua após publicidade
Exame aponta tripla infecção em paciente: Covid, Influenza e resfriado Priorizar nos meus resultados Google

Uma médica ginecologista de 49 anos, moradora da cidade de Botucatu, no interior de São Paulo, foi diagnosticada com três vírus ao mesmo tempo: adenorívus (um dos vírus que provoca o resfriado), SarsCov-2 (Covid-19) e Influenza A (gripe).

Segundo o médico que a atendeu, o infectologista Alexandre Naime Barbosa, a paciente procurou seu consultório particular no dia 22 de dezembro com queixas de febre, dores no corpo e na garganta.

+Após 24 casos de “flurona”, SP fará testes simultâneos de gripe e Covid

Ele afirmou que a mulher se infectou mesmo tendo sido imunizada com três doses de vacina contra a Covid-19 e também a vacina da gripe, administrada em maio de 2021.

“Foi uma evolução benigna e com acompanhamento ambulatorial”, afirmou Naime, também chefe do departamento de Infectologia da Unesp (Universidade do Estado de São Paulo) em Botucatu.

Continua após a publicidade

Um dos motivos que pode ter explicado a infecção por três vírus é a de que ela participou de vários eventos sociais de forma consecutiva no mês de dezembro, segundo o médico.

“Muita gente achava que a pandemia havia acabado. Na minha visão foi uma superexposição. Ela se vulnerabilizou demais”, afirmou.

Exame detecta três infecções ao mesmo tempo
Exame detecta três infecções ao mesmo tempo (Arquivo pessoal/Reprodução)
Continua após a publicidade

Segundo Naime, o caso da médica não é tão incomum, e a coinfecção –quando mais de um vírus acomete um organismo ao mesmo tempo– é recorrente em casos de síndrome gripal.

“Flurona”

Conforme explica a médica infectologista Regia Damus Fontenele Feijó, da Rede D’Or, os casos da chamada “flurona” – junção dos termos “gripe” (“flu”, em inglês) e “corona” — que vem apresentando alta nos últimos dias, se dá porque a circulação dos dois vírus, o H3N2 Darwin, a nova cepa da Influenza, e a da variante Ômicron ainda são muito “eficientes”.

“Estamos observando esse aumento de casos de coinfecção já que a transmissão é a mesma, com geração de gotículas e aerossóis. A alta circulação desses dois vírus faz com que eles consigam transmitir de forma eficiente”, afirma a infectologista.

Continua após a publicidade

Tanto Naime quando Regia afirmam que ainda não existem dados científicos que comprovem se a coinfecção traz maiores riscos.

E, por não se tratar de uma doença, os casos de agravo estão relacionados a cada uma das doenças –gripe ou Covid.

+Estado de São Paulo registrou 110 casos de codetecção de Influenza e Covid

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês