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Covid-19: 22% dos paulistanos de baixa renda pegaram a doença; entre os mais ricos, índice é de 9,4%

Dados são da terceira fase de estudo financiado pelo Instituto Semeia, Grupo Fleury, Ibope Inteligência e Todos pela Saúde

Por Guilherme Queiroz 10 ago 2020, 19h57 | Atualizado em 10 ago 2020, 20h02
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São Paulo (Joelfotos/Pixabay/Veja SP)
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Uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, Grupo Fleury, Instituto Semeia e Todos Pela Saúde indica que 1,5 milhão de adultos foram infectados pela Covid-19 na capital paulista. Os resultados do estudo, que está na sua terceira fase, foram divulgados durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (10).

Os dados apontam uma prevalência maior do vírus em pessoas com renda baixa, onde o número de infectados chega a 22%. Já para a classe média, o índice é de 18,4% e para paulistanos com renda alta (acima de 5 540 reais), a porcentagem foi de 9,4%. Foram coletadas amostras de sangue de 1 470 paulistanos de diversas regiões da cidade entre os dias 20 e 29 de julho.

Outros dados do estudo: um número maior de infectados prevaleceu em pessoas com grau de escolaridade baixa. Entre os que tem ensino superior, o índice de contágio é de 12% e em quem não chegou a cursar o ensino fundamental, o número chegou a 22,5%. Entre pretos e partos, o valor de contaminação foi de 20,8% contra 15,4% nos brancos.

Os testes ocorreram em 115 distritos censitários da capital paulista. “Nós sorteamos entre os setores censitários e pegamos doze residências de cada um. 1 em cada 5 pessoas de baixa renda tiveram contato com o vírus”, disse o biólogo Fernando Reinach, um dos coordenadores da pesquisa.

Na comparação entre os resultados da segunda e da terceira fase da pesquisa, Reinach afirma que não foi possível identificar uma variação significante na porcentagem de paulistanos infectados pela doença. “35 dias se passaram entre a última [fase 2] e essa coleta [fase 3]. Não conseguimos detectar aumento na soroprevalência da infecção”.

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A segunda fase da doença apontou um percentual de 11,5% dos paulistanos infectados contra os 17,9% na terceira fase. A mudança, de acordo com os pesquisadores, era esperada. Na última etapa realizada a equipe passou a utilizar dois tipos de testes para cada exame de sangue, o que aumentou a precisão dos resultados. O estudo teve início em maio e deve chegar a sete fases no total.

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