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Câmara aprova lei que proíbe uso de cães por empresas de segurança

Sindicato das firmas de vigilância diz que medida provocará sacrifícios dos animais

Por Estadão Conteúdo
13 Maio 2015, 17h29 • Atualizado em 5 dez 2016, 12h29
Cãe guardas
Cãe guardas (André Porto/Folhapress/)
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  • A Câmara Municipal aprovou em definitivo o projeto que proíbe o uso de cães por empresas de segurança privada e de vigilância na cidade como guardas. O autor do projeto, o ex-vereador e atual deputado estadual Roberto Trípoli (PV), havia justificado a adoção da medida alegando que os animais são mantidos em ambientes insalubres.

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    A lei exclui da proibição os cães usados pela Secretaria da Segurança Pública. Segundo o Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp), cerca de 600 cães são usados pelas empresas do setor na Grande São Paulo. O sindicato era contrário à lei.

    O Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp) teme pelo destino dos animais. Segundo o presidente da organização, João Paluca, os cães não podem ser doados porque “são treinados” e pessoas que não têm habilidade para manejá-los não “estão aptas para lidar com esses animais – que, em alguns casos, se tornam agressivos”. “O Centro de Controle de Zoonoses não tem como receber 500 cães lá, mantê-los por toda a vida. Ou seja, vai haver sacrifícios”, afirma Palhuca. 

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    Para entrar em vigor, a lei depende de sanção do prefeito Fernando Haddad (PT). “Os vereadores têm a sua autonomia, cada um tem o seu mandato e costumam aprovar uma série de projetos, alguns polêmicos, outros não. Mas depois o Executivo tem o dever de submeter à análise técnica para sancionar ou vetar”, disse ele, na manhã desta quarta (13).

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    O sindicato defende que tal assunto não é de competência nem doLegislativo municipal nem do estadual. “Segurança deve ser discutida na esfera federal”, argumenta Palhuca. “E nossa atividade está regulamentada por portaria da Polícia Federal.”

    Para Palhuca, o Poder Público precisaria fiscalizar melhor as empresas, em vez de coibir práticas das que atuam de forma legalizada. “Para cada empresa de segurança privada operando na legalidade, há duas clandestinas. O que significa que além dos 500 cães utilizados de forma adequada para o serviço em São Paulo, há 1 000 que não obedecem às normas”, compara ele.

    “Com essa lei em vigor, quem vai cumprir? As empresas legalizadas. Então as clandestinas, com seus 1 000 cães, seguirão suas atividades – muitas vezes sem assistência de veterinários e em más condições. O poder público é incapaz de controlar a clandestinidade.”

    A lei exclui da proibição os cães usados pela Secretaria da Segurança Pública.

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