Chuva com granizo encerra a Virada Cultural mais cedo
Evento com programação 24 horas teve violência na madrugada e grandes shows, como a volta do Ira! e a homenagem a Jair Rodrigues
Por Redação VEJASÃOPAULO.COM
18 Maio 2014, 22h34 • Atualizado em 5 dez 2016, 14h26
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Uma forte chuva com granizo no meio da tarde deste domingo (18) encerrou mais cedo a programação da Virada Cultural 2014 e tirou do palco um dos destaques da festa, Valesca Popozuda. A funkeira cantou Beijinho no Ombro debaixo de muita água e terminou a apresentação em cerca de meia hora. Já os shows e espetáculos que tinham previsão de início a partir das 18h foram, em sua maioria, cancelados, pois palcos, equipamentos e fiações estavam encharcados. Atrasos, violência na madrugada e uma queda de energia na feirinha gastronômica O Mercado também marcaram a décima edição do evento.
Em coletiva rápida na frente do Teatro Municipal, o secretário de Cultura Juca Ferreira ponderou os problemas. “Segundo a PM, o número de ocorrências foi menor do que no ano passado. Tivemos um policiamento forte. Sobre os atrasos, a média foi de 5 a 7 minutos.” A reportagem, entretanto, contabilizou um tempo de espera médio maior, de 50 minutos. Com um gasto de 13 milhões de reais – 1,5 milhão de reais a mais do que em 2013 – resta saber o que será feito com os shows cancelados.
1/7 Virada Cultural - Público (Ricardo DAngelo)
2/7 Virada Cultural - Público (Ricardo DAngelo)
3/7 Virada Cultural - Público (Ricardo DAngelo)
4/7 Virada Cultural - Público (Ricardo DAngelo)
5/7 Virada Cultural - Público (Ricardo DAngelo)
6/7 Virada Cultural: Público (Ricardo DAngelo)
7/7 Virada Cultural: Público (Ricardo DAngelo)
O único grupo que manteve a agenda após o temporal foi o Apanhador Só. A banda improvisou um show acústico no meio da Rua Liberó Badaró, que foi seguido com entusiasmo pelo público até as 19h. Mas o paulistano ficou sem ver as performances de Roberta Miranda (Arouche), Martha Reeves (Júlio Prestes), Céu (Rio Branco) e todas as atrações noturnas da Sé, como o stand-up de Rafinha Bastos.
A violência também esteve presente na madrugada, apesar do reforço na segurança e da diminuição do número de opções entre meia-noite e 6h. A Polícia Militar registrou arrastões, tentativas de homicídio e até de uma invasão a uma base policial. Delegacias na região central e no Bom Retiro ficaram movimentadas, principalmente a partir das 23h de sábado (17). No balanço final, cinco pessoas acabaram baleadas e duas, esfaqueadas – a Santa Casa divulgou que o estado de saúde dessas pessoas é estável. Além disso, uma loja de roupas na Rua 25 de Março foi arrombada e saqueada, também durante a madrugada.
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1/52 Stanley Jordan se apresenta no palco República na noite de sábado (17) (Ricardo DAngelo)
2/52 Virada Cultural - Público (Ricardo DAngelo)
3/52 Tulipa Ruiz na Virada Cultural (Ricardo DAngelo)
4/52 Público no Palco Carlos Nazaré (Marcus Oliveira)
5/52 Palco alagado: banda Apanhador Só improvisa show acústico na rua (Mariana Oliveira)
6/52 Após a chuva: poucas pessoas aguardam a apresentação da banda Apanhador Só (Mariana Oliveira)
7/52 Valesca Popozuda canta para multidão debaixo de chuva com granizo (Juliene Moretti)
8/52(Mariana Oliveira)
9/52 Valesca Popozuda sobe ao palco da Virada no Arouche (Juliene Moretti)
10/52 Fãs lotam o Arouche à espera de Valesca Popozuda (Juliene Moretti)
11/52 Protesto contra os manicômios: cerca de 300 pessoas em frente à Galeria do Rock no domingo à tarde (Mariana Oliveira)
12/52 Dom Paulinho Lima & Super Soul começaram o show com uma hora de atraso neste domingo na Praça da República (Tatiane Rosset)
13/52 Virada Cultural: Público (Ricardo DAngelo)
14/52 Virada Cultural: Falcão (Ricardo DAngelo)
15/52 Elza Soares na Virada Cultural (Veja São Paulo)
16/52 RZO no Palco Julio Prestes da Virada Cultural (Ricardo DAngelo)
17/52 O joguinho que virou furgão: o Candy Crush tem sorvete com caldas artesanais (Helena Galante)
18/52 Virada Cultural: Público (Ricardo DAngelo)
19/52 Tulipa Ruiz na Virada Cultural (Ricardo DAngelo)
20/52 Tulipa Ruiz na Virada Cultural (Ricardo DAngelo)
21/52 Almir Guineto se apresenta no Palco Luz da Virada Cultural (Ricardo DAngelo)
22/52 MV Bill no Palco República da Virada Cultural (Tatiane Rosset)
23/52 MV Bill no Palco República da Virada Cultural (Tatiane Rosset)
24/52 Karina Buhr e Edgard Scandurra no palco Libero Badaró (Raphael candido Martins)
25/52 A apresentação de Marcelo Jeneci no Palco Libero Badaró começou com 49 minutos de atraso (Raphael Candido Martins)
26/52 Público acompanha o show do cantor Guilherme Arantes no Palco Libero Badaró (Raphael Candido Martins)
27/52 A cantora Vanessa da Mata em sua apresentação no Palco Júlio Prestes (Luan Flávio Freires)
28/52 O prefeito Fernando Haddad assiste à apresentação do músico americano (Ricardo DAngelo)
29/52 Fernando Haddad vai à Virada Cultural na noite de sábado (17) (Ricardo DAngelo)
30/52 O Ira! no palco Júlio Prestes (Ricardo DAngelo)
31/52 A platéia vibra com a volta do Ira! aos palcos (Ricardo DAngelo)
32/52 O público no show do Ira! durante a Virada Cultural 2014 (Ricardo DAngelo)
33/52 Ira! se apresenta na Virada Cultural 2014 (Laura Ming/VEJASAOPAULO.COM)
34/52 Já é grande o movimento na praça Júlio Prestes, onde se apresenta o Ira! às 18h (VEJASAOPAULO.COM)
35/52 Edgard Scandurra e Nasi, já estão na praça Júlio Prestes onde, logo menos, abrem a Virada Cultural 2014 com show do Ira! (Laura Ming/VEJASAOPAULO.COM)
36/52 O movimento na região da Luz no fim da tarde de sábado (17) da Virada Cultural (Ricardo DAngelo)
37/52 Mariana Aydar chega ao centro da cidade para se apresentar na Virada Cultural 2014. A cantora abre os shows do palco Líbero Badaró (Jussara Soares/VEJASAOPAULO.COM)
38/52 O público do show de Stanley Jordan na praça da República (Ricardo DAngelo)
39/52 A cantora Mariana Aydar subiu ao palco Líbero Badaró com 40 minutos de atraso (Jussara Soares/VEJASAOPAULO.COM)
40/52 Fila em frente ao Teatro Municipal para o show de Tetê Espíndola (Jussara Soares/VEJASAOPAULO.COm)
41/52 O público de Mariana Aydar, no palco Líbero Badaró (Jussara Soares/VEJASAOPAULO.COM)
42/52 Projeção no prédio do Mappin: uma das intervenções artísticas durante a Virada Cultural (Meriane Moreselli/VEJASAOPAULO.COM/Veja SP)
43/52 Policiamento reforçado no Vale do Anhangabaú durante a Virada Cultural (Meriane Morselli/VEJASAOPAULO.COM)
44/52 Policiamento reforçado também na praça da República durante a Virada Cultural (Ricardo DAngelo)
45/52 Projeções no antigo prédio do Mappin atraem o público. O grupo responsável pela obra é o United Vjs (Jussara Soares/VEJASAOPULO.COM)
46/52 Duas gerações assistem ao show de Stanley Jordan durante a Virada Cultural (Ricardo DAngelo)
47/52 O guitarrista americano Stanley Jordan toca durante a Virada Cultural (Ricardo DAngelo)
48/52 O prefeito Fernando Haddad circula pela Virada Cultural. No fim da noite, visitou o palco do programa Braços Abertos, na Cracolândia (Luan Flávio Freires)
49/52 A cantora Rosanah se despede do palco do Arouche. Ela foi uma das principais atrações da noite de sábado (17) (Ricardo Rosseto)
50/52 A cantora Baby do Brasil se apresenta ao lado do filho, Pedro Baby, no palco Júlio Prestes (Luan Flávio Freires)
51/52 Feirinha gastronômica O Mercado na Virada Cultural (Helena Galante)
52/52 Nelson Sargento no Palco Luz da Virada Cultural (Veja São Paulo)
Os pontos altos da décima Virada Cultural foram algumas apresentações, como a esperada volta do Ira! Eles subiram ao palco da Praça Júlio Prestes depois de um hiato de sete anos na carreira. Banda e público ficaram animados o tempo todo – no fim, Nasi agradeceu: “Vocês são a razão da nossa existência”.
Duas novidades também agradaram. A primeira foi uma intervenção de fotos de artistas no Vale do Anhangabaú, que virou parada obrigatória para selfies. A segunda foi a inclusão do Mosteiro de São Bento no circuito. O canto gregoriano dos monges impressionou todos que passaram pelo endereço.
Emocionante ainda foi a homenagem no domingo logo cedo que Luciana Mello e Jair Oliveira fizeram ao pai, Jair Rodrigues, morto em 8 de maio. No Palco Júlio Prestes, ao lado de Rappin Hood e Wilson Simoninha, eles cantaram as músicas Disparada e Majestade Sabiá. Em determinado momento, Luciana disse: “Ele está aqui”.
1/18 Trio de coxinhas do chef Carlos Bertolazzi: recheadas de costela e pato, saem a R$ 12,00 (Helena Galante)
2/18 Para petiscar: as batatas bravas do chef Pedro Vita saem por R$ 12,00 e são bem levinhas na pimenta (Helena Galante)
3/18 Cerveja é cultura: a barraca Sinnatrah ensina a fazer cerveja artesanal e serve uma IPA German Pilsen por R$ 5,00 (Helena Galante)
4/18 Cachorro-quente à francesa do chef Raphael Despirite, por R$ 15,00: a expectativa é vender todas as 5.000 unidades (Helena Galante)
5/18 O truck Los Mendozitos: vinhos em taça a partir de R$ 10,00 (Helena Galante)
6/18 Comida de verdade: barraca do Bar da Dona Onça tem estrogonofe quentinho com arroz branco e batata-palha por R$ 15,00 (Helena Galante)
7/18 EATinerante: fila para comer corn dog, uma salsicha com catupiry empanada na massa de milho, por R$ 10,00 (Helena Galante)
8/18 Os picolés da Me Gusta: sucesso com o público infantil que passou pelo Minhocão (Helena Galante)
9/18 O joguinho que virou furgão: o Candy Crush tem sorvete com caldas artesanais (Helena Galante)
10/18 Salve Salve Truck: sucos naturais e água de coco para aplacar o calorão (Helena Galante)
11/18 Caipirinhas por R$ 15,00: no estande do bar Pirajá (Helena Galante)
12/18 Um dos expositores dO Mercado foi o Vinyl Burger, que prepara os bifões em uma grelha giratória (Ricardo DAngelo)
13/18 O público na edição da feira O Mercado durante a Virada Cultural 2014 (Ricardo DAngelo)
14/18 O público na edição da feira O Mercado durante a Virada Cultural 2014 (Ricardo DAngelo)
15/18 O público na edição da feira O Mercado durante a Virada Cultural 2014 (Ricardo DAngelo)
16/18 Raspadinhas nO Mercado, durante a Virada Cultural 2014 (Ricardo DAngelo)
17/18 O público na edição da feira O Mercado durante a Virada Cultural 2014 (Ricardo DAngelo)
18/18 O público na edição da feira O Mercado durante a Virada Cultural 2014 (Ricardo DAngelo)
Na hora do almoço, Elza Soares foi aplaudida de pé ao entrar em cena com auxílio de um integrante de sua equipe. Ela fez o show sentada, mas a potência com que interpretou o disco Bossa Negra, de 1961, levou o Teatro Municipal a vibrar. “Hoje não tem música popular brasileira, tem música para pular brasileira”, criticou, sob aplausos.
E a música para pular chegou com Valesca Popozuda, que lotou o Arouche. A multidão dançou com ela Beijinho no Ombro com direito a pedradas nas costas – a chuva com granizo já tinha começado. Desfilou hits: Lepo, Lepo, Robocop Gay, Água Mineral e Tá na Hora da Xuxa em versão funk. Cerca de trinta minutos depois, Valesca se ajoelhou, agradeceu e disse “tchau”. Ninguém acreditou, mas era verdade. Os seguranças confirmaram que o show teve de ser encerrado por causa da chuva e por uma questão de segurança, pois um homem tinha invadido o palco. Após muita confusão com fãs na frente de seu camarim, Valesca Popozuda foi escoltada pela PM para deixar o centro de São Paulo. A cantora seguiu para o Campo de Marte, de onde pegaria um avião para o Rio. Em sua agenda havia dois shows na capital carioca.
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Virada Gastronômica
Uma queda na energia elétrica atrapalhou o início do Chefs na Rua na manhã de domingo, e a espera para ligar os geradores foi de uma hora. Após finalmente começar, o clima geral foi de tranquilidade e alegria. Havia receitas para todos os gostos: de pratos vegetarianos e orgânicos até frituras e doces, passando por bebidas alcoólicas de qualidade. Os pratos quentes foram servidos quentes (no Bar da Dona Onça e na barraca do chef Raphael Despirite) e o ambiente estava aconchegante e limpo. Poucas barraquinhas, porém, vendiam água e refrigerante.
O Mercado também agradou, à exceção de alguns trucks estreantes como o Waff, que demorou quase 25 minutos para servir um waffle doce. Mas a distância entre o Minhocão e o Bom Retiro dificultou a vida de quem queria experimentar as duas feirinhas.
Pontos positivos
– Boa acústica dos shows
– Palcos altos que ajudavam na visibilidade
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– Barracas de comida sem muita fila
– Área infantil bem organizada
– Inclusão do Mosteiro São Bento no circuito
– Festa da Voodoohop entre a Rua dos Protestantes e a Rua Gusmões, com projeções conceituais e muita música eletrônica
– Clima de casa de forró no Mercadão com direto a pastel de bacalhau e lanche de mortadela
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– Apresentações de samba de alta qualidade com Nelson Sargento, Teresa Cristina e Luiz Melodia
– Peça Doze Homens e Uma Sentença
Pontos negativos
– Violência e insegurança na madrugada, apesar do policiamento reforçado
– Cancelamento de shows após a chuva
– Atrasos e mudanças constantes na programação
– Queda de energia
– Ausência de sinalização no centro para indicar os palcos
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