Com Bruna Linzmeyer, ‘Virtuosas’ usa seita para cutucar feridas
Premiado na Mostra SP, o longa retrata grupo de mulheres conservadoras em uma trama perturbadora
Premiado na Mostra SP do ano passado, Virtuosas é um filme que não se preocupa em agradar o espectador, muito pelo contrário. Não oferece soluções fáceis nem finais hollywoodianos satisfatórios. Em vez disso, é movido por um motor que busca incomodar e cutucar a ferida da classe específica que retrata.
Encabeçado por Bruna Linzmeyer, o elenco dá vida a mulheres regidas pela doutrinação bíblica e conservadora. Durante uma convenção, três delas são escolhidas para viver uma “jornada virtuosa VIP”, que é quase como um intensivão de aprendizado dessa seita de mulheres virtuosas (entre aspas).
Uma delas, Germina (Maria Galant), é uma jornalista infiltrada que busca fazer uma reportagem sobre a seita e sua relação com políticos, correndo o risco de ser descoberta pela líder (Bruna Linzmeyer). Elas vão à loucura em uma casa isolada, que serve como um bom cenário.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 25 de setembro de 2026, edição nº 3014.






