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Veja como Eunice Paiva narrou prisão de Rubens em documentário

Curta de 1979 restaurado pela ONG Cinelimite está disponível online

Por Ana Mércia Brandão
26 mar 2025, 17h23 • Atualizado em 26 mar 2025, 17h29
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Eunice Paiva: advogada fala sobre a morte do marido em curta restaurado (Cinelimite/Divulgação)
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  • Eunice Paiva fala sobre o dia da prisão de Rubens Paiva no documentário Eunice, Clarice e Thereza (1979). O curta dirigido por Joatan Vilela Berbel foi restaurado pela ONG paulistana Cinelimite e está disponível para streaming gratuitamente no site da organização até o dia 7 de abril.

    Da sala de sua casa em São Paulo, Eunice conta como a família estava antes de ser atravessada pelos horrores da ditadura militar. “Fim de ano, eu tinha ido à fazenda do meu sogro com meus filhos, como eu ia todo ano passar o Natal. Voltei no dia 19, Rubens também, e no dia 20 de manhã nos preparávamos para ir à praia, era feriado, dia de São Sebastião”, diz.

    Depois, relata o momento da prisão.  “A empregada entra, muito assustada, e diz ‘doutor, tem uns homi na porta querendo falar com o senhor’. O Rubens vai. Daqui a pouco eu vejo ele voltar assustado para o escritório, como querendo impedir que uma pessoa avançasse, e diz ‘olha, minha mulher, não se assuste, vai ficar tudo bem’, mas as pessoas empurraram e entraram no escritório, seis homens com metralhadora.” Confira o trecho abaixo.

    O projeto faz parte da Iniciativa de Digitalização de Filmes Brasileiros da Cinelimite, ONG na Vila Mariana fundada por William Plotnick, americano radicado no Brasil, com Gustavo Menezes. Na restauração, o curta­-metragem com duração de quinze minutos foi digitalizado em resolução 2K e teve seu som, cores e estabilidade corrigidos.

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    Em outros momentos do filme, Eunice conta sobre os doze dias em que permaneceu sob interrogatório. O filme também dá voz a Clarice Herzog, viúva do jornalista Vladimir Herzog, e Thereza Fiel, viúva do operário Manoel Fiel Filho, ambos assassinados pela ditadura, em 1975 e 1976, respectivamente.

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