Livraria Aigo: um refúgio literário no coração do Bom Retiro
Conheça a Livraria Aigo, precursora da literatura sul-coreana em São Paulo
Definida pelas fundadoras Agatha Kim, Paulina Cho e Yara Hwang como uma “livraria migrante”, a Aigo surgiu como um espaço independente e voltado à confluência cultural no coração do Bom Retiro. Filhas de imigrantes, nascidas e criadas no bairro, elas pensaram no projeto ao observar a ausência desse tipo estabelecimento por lá.
Aberta em julho de 2023, a Aigo não funciona apenas como um ponto de comércio de livros, mas como um espaço de diálogo intergeracional sobre representação cultural e identidade. A curadoria é pensada de modo a valorizar títulos dos países de origem das comunidades imigrantes do Bom Retiro, como a de sul-coreanos, claro, mas também bolivianos, peruanos, gregos e judeus da Europa Oriental. “Promovemos lançamentos de livros de escritores imigrantes ou da diáspora, além de programações associadas ao bairro, em instituições como a Casa do Povo e o Sesc Bom Retiro”, acrescenta.
Segundo a empresária, o interesse pela literatura da Coreia do Sul despontou em meio à onda de popularização mundial da cultura do país. Entre as principais tendências literárias buscadas no ramo está a chamada healing literature, ou ficção de cura, gênero focado em narrativas lentas, reflexivas, simplificadas e relaxantes, representado por obras como Bem-vindos à Livraria Hyunam-dong (Editora Intrínseca, 272 págs., R$ 59,90), de Hwang Bo-Reum.
Contou para uma maior visibilidade das publicações do país asiático, segundo Agatha, o Nobel de Literatura 2024, concedido à escritora Han Kang, a primeira mulher asiática a receber o prêmio.
Clube do livro
Encontros mensais aos sábados, das 15h às 16h30. Grátis. É necessário fazer inscrição. Vagas limitadas. Centro Cultural Coreano no Brasil. Avenida Paulista, 460,
2893-1098.
Publicado em VEJA São Paulo de 17 de abril de 2026, edição nº 2991







