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Portuguesa é rebaixada e torcedores culpam a diretoria do clube

Apaixonados pela Lusa prometem manifestações contra a decisão do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva

Por Marcus Oliveira 16 dez 2013, 18h56 | Atualizado em 5 set 2025, 17h25
João Carlos Martins_2144
João Carlos Martins_2144 (Fernando Moraes/)
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A escalação de Héverton na rodada final do Campeonato Brasileiro realmente custou caro para a Portuguesa, apesar do empate por 0 a 0 com o Grêmio. Após um novo julgamento nesta sexta (27), a Lusa não conseguiu anular a decisão e ganhou uma passagem direto para a segunda divisão do Brasileirão.

Durante o primeiro julgamento no dia 16, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já havia considerado irregular a participação do volante na partida e retirou quatro pontos do time do Canindé, além de determinar uma multa de 1 000 reais. Com a decisão, a equipe paulistana foi rebaixada para a série B da competição nacional. Revoltados, torcedores culpam a diretoria do clube e prometem manifestações. 

Fora das quatro linhas, um dos grandes personagens da campanha da Portuguesa no Brasileirão deste ano foi o maestro João Carlos Martins, que em três oportunidades foi até o centro de treinamento do clube para dar uma palestra aos jogadores. Torcedor da equipe do Canindé desde os 5 anos, ele compareceu em treze dos dezenove jogos da Lusa em São Paulo, apesar de sua agenda atribulada de 165 concertos ao redor do mundo somente este ano.

 

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Também indignados, os proprietários de padarias de São Paulo prometem um boicote. Torcedores da Portuguesa, eles afirmam que vão deixar de comprar produtos de fornecedores que patrocinam o torneio nacional, como a Ambev.

De acordo com o último levantamento do Sindipan, 6 000 padarias da cidade estão nas mãos de luso-descendentes. O presidente do sindicato e conselheiro da Lusa, Antero José Pereira, afirma que a colônia está revoltada. “Recebo mais de vinte ligações por dia de gente reclamando. Não vou apoiar o movimento pelo sindicato. Mas, como torcedor, minha padaria também entra.”

No último sábado (14), a maior torcida organizada do clube fez uma manifestação na Avenida Paulista, em frente ao Masp. Com 6 000 associados, a Leões da Fabulosa reuniu cerca de 100 pessoas no local, segundo balanço da Polícia Militar.

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Marcado pelas redes sociais, o encontro chamado de “Diga Não ao Tapetão” teve apoio até mesmo de torcedores de times rivais da cidade.

Presidente da torcida, João Alberto Carvalho Figueiredo reclama da atual diretoria e afirma que não vai mais aos jogos do clube. Apesar disso, reconhece o esforço do elenco. “Os jogadores honraram muito a camisa, com salários atrasados. Eles caíram jogando bola.”

De saída do comando da Leões da Fabulosa, João afirma que o atual presidente do clube – Manuel da Lupa – afastou os torcedores. “Ele não nos dava ingresso para as viagens. Eu acho que tudo isso é falta de pulso por parte da presidência. A Portuguesa está abandonada.”

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Manuel de Lupa também não estará na presidência do clube em 2014. Para seu lugar foi recém-eleito Ilídio Lico.

Entenda o caso

O jogador Héverton cumpriu suspensão automática na penúltima rodada, diante da Ponte Preta, após expulsão contra o Bahia no confronto anterior. O meia foi julgado e punido com dois jogos. Sendo assim, estava “pendurado” contra o Grêmio na última rodada.

Apesar disso, ele foi relacionado e entrou em campo aos 32 minutos do segundo tempo. O empate por 0 a 0 com o time gaúcho salvou a Lusa, rebaixando o Fluminense.

Entretanto, o caso foi parar no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Com a decisão nesta segunda (16), o time carioca se salvou e a Lusa caiu para a série B.

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