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Para melhorar as favelas

Chamado de "prefeito de Paraisópolis", o baiano Gilson Rodrigues compartilha seus sonhos para a maior favela da cidade

Por Raul Juste Lores 22 out 2019, 00h10 | Atualizado em 22 out 2019, 12h40

Chamado de “prefeito de Paraisópolis“, o baiano Gilson Rodrigues compartilha no podcast #SPsonha seus sonhos para a maior favela da cidade: destravar projetos prometidos e parados há uma década, da construção da escola de música a um hospital e um parque. Também dá sugestões para capacitar outros líderes comunitários sobre como cavar espaços na agenda das autoridades. Também no #SPsonha desta terça (22), a arquiteta e urbanista mineira Maria Teresa Diniz, que trabalhou por muitos anos na urbanizacão daquela favela, conversa com o redator-chefe Raul Juste Lores e desafia diversos mitos.

“Não vou romantizar as favelas porque a questão de saneamento e áreas de risco é fundamental, mas não dá para querer desmanchar tudo e fazer ‘o certo’ do zero. De Mykonos ao Bairro Gótico de Barcelona, vemos bairros que foram pensados de outra forma, e que foram sendo adequados aos padrões de hoje.” Gilson concorda: “Urbanizar não é tirar todo mundo de lá. É melhorar as condições de vida para que todos fiquem.” Os dois ainda falam dos pancadões, da chegada das bicicletas elétricas e de como os pedreiros que fazem a multiplicação das lajes são os mesmos que trabalharam na construção do estádio do Morumbi e do Hospital Albert Einstein.

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