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Avenida Paulista recebe obras feitas com inteligência artificial

'FILE 2025', festival no Centro Cultural Fiesp, tem trabalhos tecnológicos de pessoas de trinta países

Por Ana Mércia Brandão 23 jul 2025, 16h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 23h43
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'Aquarela de Íons', dos brasileiros Arthur Boeira e Gustavo Milward (Cortesia dos artistas/Divulgação)
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O FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica abriu na semana passada no Centro Cultural Fiesp, na Avenida Paulista. Neste ano, o evento criado em 2004 e dedicado à intersecção de arte e tecnologia apresenta a exposição SYNTHETIKA: A Era da Criatividade Artificial.

O tema mergulha no atual estágio de desenvolvimento da Inteligência Artificial, abordando um fenômeno conhecido como “alucinação” — quando sistemas de IA produzem respostas inesperadas ou incorretas.

Os 93 artistas e pesquisadores, de trinta países, sendo dezesseis brasileiros, apresentam trabalhos que transformam essas alucinações em instâncias de criação artificial, entre instalações, videoarte, led shows e games.

A mostra convida o público a explorar essa zona entre erro e invenção, propondo que estamos entrando em uma nova era cultural, marcada por uma criatividade sintética.

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Quais obras estão em cartaz

Um dos destaques é a experiência de realidade aumentada Deep Field, desenvolvida originalmente para o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, e direcionada ao público infantil.

Criada pelo duo Tin&Ed, dos EUA, ela convida os visitantes a dar vida a plantas imaginárias. A partir de um desenho, novas espécies brotam instantaneamente em estruturas 3D, formando um ecossistema colaborativo em constante evolução.

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‘ReCollection’ (Cortesia do artista/Divulgação)
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Em Aquarela de Íons, os brasileiros Arthur Boeira e Gustavo Milward convertem dados solares em paisagens sensoriais. Em ReCollection, de Weidi Zhang e Rodger Luo (China/Estados Unidos), o visitante pode conectar a sua memória natural a uma memória sintética, contando à IA uma lembrança pessoal em qualquer língua para ver surgir a imagem da sua memória em tempo real.

Com curadoria de Ricardo Barreto, Paula Perissinotto e Clarissa Vidotto, a exposição é gratuita e fica em cartaz até o dia 7 de setembro, com funcionamento de terça a domingo, das 10h às 20h.

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