SP-Arte 2025: feira abre com 200 expositores e destaque ao design

Pavilhão da Bienal vai reunir galerias de arte, estúdios de design, instituições culturais, espaços independentes e editoras; confira os destaques

Por Ana Mércia Brandão, Humberto Abdo
29 mar 2025, 08h00
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Tamara Perlman (no centro) e os irmãos Felipe e Fernanda Feitosa: trio de diretores (Masao Goto Filho/Veja SP)
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A 21ª edição da SP-Arte abre para o público na quinta (3) e vai até 6 de abril, no Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, reunindo cerca de 200 expositores, entre galerias de arte, estúdios de design, instituições culturais, espaços independentes e editoras. “Depois de celebrar vinte anos, vamos continuar festejando a excelência da arte brasileira e a pertinência da produção nacional”, diz Fernanda Feitosa. A diretora da SP-Arte ressalta a vinda de compradores internacionais para a feira. “Temos cerca de oitenta pessoas vindo do exterior, desde Japão e Austrália a Estados Unidos, Europa e América Latina. É muito importante que esses compradores estejam retornando ou incluindo o Brasil nas suas viagens, seja de pesquisa, de compra ou de conhecimento.”

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Montagem da nova edição a todo vapor: no Pavilhão da Bienal (Masao Goto Filho/Divulgação)
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Preparação dos estandes (Masao Goto Filho/Divulgação)

A presença do design cresce na nova edição, com 81 expositores, dez a mais que no ano passado. Estreante na SP-Arte, a Attom levará uma seleção de móveis feitos com madeira reutilizada. Há ainda estúdios como Superlimão, Ovo, Etel e Granistone, que convidou Rodrigo Ohtake para desenhar peças de mobiliário utilizando rochas brasileiras. “Há um reconhecimento cada vez maior da qualidade do nosso design nacional, tanto o histórico quanto os novos designers, que estão pensando no uso consciente de materiais e resgatando técnicas de saberes locais”, define Feitosa.

Quais galerias vão expor na SP-Arte 2025

 

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Óleo sobre linho de Ross Bleckner: destaque na Yehudi Hollander-Pappi (Matheus Yehudi/Divulgação)

Ao todo são 102 galerias. Entre as nove estreantes, a Yehudi Hollander-Pappi, que abriu na capital paulista em março, traz obras digitais de artistas nacionais e internacionais, como Gabriel Massan e Ross Bleckner. Estreia carioca na feira, a Flexa exibe apenas mulheres, desde Ione Saldanha, passando por Lygia Clark e Lygia Pape, até jovens como Tadáskía, além da japonesa Yayoi Kusama. A Martins&Montero retorna à feira após dois anos, com três dos seus representados: Jota Mombaça, Ana Mazzei e Dalton Paula. No estande da Danielian, Aqueduct at Rio de Janeiro (1816-1820), do francês Nicolas-Antoine Taunay, será exibida publicamente pela primeira vez desde o início do século XIX, após ser localizada recentemente em Paris.

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‘Aqueduct at Rio de Janeiro’, de Nicolas-Antoine Taunay (Danielian Galeria/Divulgação)

Nas doze galerias internacionais se destaca a arte latino-americana. A estreante colombiana Casa Zirio traz obra da artista têxtil Olga do Amaral. Também debutantes, as irmãs Andrea Brunson (Chile) e Cecilia Brunson (Reino Unido) se unem para apresentar novos trabalhos de Claudia Alarcón, artista argentina da comunidade indígena Wichí, representada na última Bienal de Veneza. A RGR, do México, traz figuras fundamentais da arte cinética, como Carlos Cruz-Diez e Julio Le Parc. Esse também é o mote da paulistana Nara Roesler. Outro nome consolidado na capital, a Almeida & Dale, que recentemente uniu operação com a Millan, reúne artistas como Eleonore Koch e Maxwell Alexandre. Djanira da Motta e Silva é destaque na Galeria Frente, e Maria Andrade, na Marilia Razuk. A DAN Galeria coloca em diálogo artistas históricos como Cícero Dias, com Retratos (década de 30), e Ismael Nery, com O Encontro (1928).

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‘Fábrica’, de Djanira da Motta e Silva: na Galeria Frente (Luan Torres/Galeria Frente/Divulgação)
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‘Planta e Mineral’, de Maria Andrade (Filipe Berndt/Galeria Marilia Razuk/Divulgação)
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“Quase 50% dos expositores são de São Paulo, como sempre foi historicamente, porque é o estado que tem o mercado de arte mais robusto. Mas também temos destaques de fora”, aponta Fernanda. Eles incluem a mineira Mitre, que abriu sede na capital no começo deste ano, e a Marco Zero, de Recife, com um painel de 12 metros da artista Tereza Costa Rêgo. A instituição cultural carioca Solar dos Abacaxis traz para a SP-Arte dez artistas que não possuem representação comercial, com a campanha Solar +10.

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‘O Apocalipse de Tereza ou a Serpente’, de Tereza Costa Rêgo (Adryana Rozendo/Divulgação)

A feira aposta, ainda, na programação de bate-papos. O terceiro andar foi ampliado com o Palco SP-Arte, para conversas sobre mercado, colecionismo e acervos, com nomes nacionais e internacionais, pensando e discutindo a arte.

Design em destaque

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Tati e Ticiana: dupla no design (Peu Campos/Divulgação)
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Dos 81 designers que compõem esta edição, dezesseis são estreantes, incluindo Vik Muniz em parceria com a +55design, das sócias Ticiana Villas Boas e Tatiana Amorim. O artista assina a coleção Arquétipos, uma série inédita de sofás, poltronas e mesas baseada em memórias de infância e casas de boneca. “Me pareceu uma ideia ótima criar móveis que parecem executados por uma mão enorme”, resume Vik.

Entre as criações, desenhadas com uso de inteligência artificial, estão bancos em formato de carretéis gigantes e pufes iguais aos tradicionais alfineteiros de pulso, outro elemento inspirado no universo de corte e costura. “Com essa brincadeira de sair da escala, é como se voltássemos para nossa casa de infância”, completa Ticiana.

Pavilhão da Bienal. Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, Parque Ibirapuera. Qui. e sex., 12h/20h. Sáb., 11h/20h. Dom., 11h/19h. R$ 100,00. Até 6/4. bilheteria.sp-arte.com.

Publicado em VEJA São Paulo de 28 de março de 2025, edição nº 2937.

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