Cripta com restos de Dom Pedro I reabre no Ipiranga neste 7 de Setembro
Espaço ficou 3 anos e 9 meses fechado para obras de revitalização
A Cripta Imperial, que guarda restos mortais de Dom Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia, será reaberta nesta segunda-feira (7), Dia da Independência, após uma revitalização de R$ 5,3 milhões. O espaço ficou três anos e nove meses fechado.
A cerimônia de abertura começará às 14h30 e terá apresentação do Ensemble FTM, grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo. Às 17h haverá uma visitação guiada ao local.
A Cripta Imperial faz parte do Museu da Cidade de São Paulo, conjunto de locais históricos construídos entre os séculos 17 e 20. A partir do dia 7 de setembro, o espaço também recebe a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, que conta a história da criação do Monumento e da Cripta.
Obras de revitalização
Durante os três anos em que ficou fechada para o público, a Cripta Imperial passou por obras de revitalização para adequar o espaço à visitação. Foram instalados novos banheiros, recursos de acessibilidade e sistema de climatização, além de melhorias na área expositiva e serviços de conservação dos elementos em bronze próximos aos sarcófagos. O teto também recebeu revestimento de mármore amarelo.
As obras incluíram ainda a limpeza e conservação do Monumento à Independência e a reforma da Casa do Grito, com recuperação de trincas, pintura e instalação de novos acessos externos.
História
O Monumento à Independência foi inaugurado em 7 de setembro de 1922, durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil. A construção, inicialmente incompleta, foi concluída em 1926.
A Cripta Imperial, localizada no subsolo do monumento, foi inaugurada em 7 de setembro de 1952, durante as celebrações do IV Centenário de São Paulo. O espaço abriga os restos mortais de Dom Pedro I, da Imperatriz Maria Leopoldina, sua primeira esposa, e da Imperatriz Dona Amélia, sua segunda mulher.
Maria Leopoldina foi a primeira a ser transferida para a cripta. Ela havia sido sepultada no Rio de Janeiro e teve os restos mortais levados a São Paulo durante as comemorações do IV Centenário.
Dom Pedro I estava sepultado no Panteão dos Braganças, em Lisboa, enquanto seu coração permanecia no Porto. Em 1972, durante o Sesquicentenário da Independência, o governo brasileiro negociou com Portugal a transferência de seus restos mortais. O corpo chegou ao Brasil de navio e passou por diferentes capitais antes de ser levado à cripta.
Dona Amélia permaneceu em Lisboa mesmo após a transferência do corpo do marido. Em 1982, seus restos mortais foram levados para São Paulo e colocados ao lado dos demais integrantes da família imperial.
Em 2012, os corpos foram exumados para estudos. Na ocasião, pesquisadores constataram que Dona Amélia estava em excelente estado de conservação, com o corpo naturalmente mumificado.
O monumento foi construído no local associado ao “Grito da Independência”. Antes dele, porém, a primeira construção relacionada ao episódio histórico foi o Museu do Ipiranga. Com a proximidade do centenário da Independência, teve início a construção do Monumento à Independência, inaugurado em 1922 ainda inacabado. A obra foi concluída quatro anos depois.






