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Cripta com restos de Dom Pedro I reabre no Ipiranga neste 7 de Setembro

Espaço ficou 3 anos e 9 meses fechado para obras de revitalização

Por Laura Pereira Lima 6 set 2026, 12h20
Monumento à Independência em São Paulo, com sua grande escadaria de pedra e esculturas de bronze. O céu azul tem algumas nuvens esparsas. Pessoas pequenas caminham nas escadas e na base do monumento, e há árvores verdes ao fundo. Um poste de luz alto se destaca à direita
A Cripta Imperial (Prefeitura de SP/Reprodução)
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A Cripta Imperial, que guarda restos mortais de Dom Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia, será reaberta nesta segunda-feira (7), Dia da Independência, após uma revitalização de R$ 5,3 milhões. O espaço ficou três anos e nove meses fechado.

A cerimônia de abertura começará às 14h30 e terá apresentação do Ensemble FTM, grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo. Às 17h haverá uma visitação guiada ao local.

A Cripta Imperial faz parte do Museu da Cidade de São Paulo, conjunto de locais históricos construídos entre os séculos 17 e 20. A partir do dia 7 de setembro, o espaço também recebe a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, que conta a história da criação do Monumento e da Cripta.

Obras de revitalização

Durante os três anos em que ficou fechada para o público, a Cripta Imperial passou por obras de revitalização para adequar o espaço à visitação. Foram instalados novos banheiros, recursos de acessibilidade e sistema de climatização, além de melhorias na área expositiva e serviços de conservação dos elementos em bronze próximos aos sarcófagos. O teto também recebeu revestimento de mármore amarelo.

As obras incluíram ainda a limpeza e conservação do Monumento à Independência e a reforma da Casa do Grito, com recuperação de trincas, pintura e instalação de novos acessos externos.

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História

O Monumento à Independência foi inaugurado em 7 de setembro de 1922, durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil. A construção, inicialmente incompleta, foi concluída em 1926.

A Cripta Imperial, localizada no subsolo do monumento, foi inaugurada em 7 de setembro de 1952, durante as celebrações do IV Centenário de São Paulo. O espaço abriga os restos mortais de Dom Pedro I, da Imperatriz Maria Leopoldina, sua primeira esposa, e da Imperatriz Dona Amélia, sua segunda mulher.

Maria Leopoldina foi a primeira a ser transferida para a cripta. Ela havia sido sepultada no Rio de Janeiro e teve os restos mortais levados a São Paulo durante as comemorações do IV Centenário.

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Dom Pedro I estava sepultado no Panteão dos Braganças, em Lisboa, enquanto seu coração permanecia no Porto. Em 1972, durante o Sesquicentenário da Independência, o governo brasileiro negociou com Portugal a transferência de seus restos mortais. O corpo chegou ao Brasil de navio e passou por diferentes capitais antes de ser levado à cripta.

Dona Amélia permaneceu em Lisboa mesmo após a transferência do corpo do marido. Em 1982, seus restos mortais foram levados para São Paulo e colocados ao lado dos demais integrantes da família imperial.

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Em 2012, os corpos foram exumados para estudos. Na ocasião, pesquisadores constataram que Dona Amélia estava em excelente estado de conservação, com o corpo naturalmente mumificado.

O monumento foi construído no local associado ao “Grito da Independência”. Antes dele, porém, a primeira construção relacionada ao episódio histórico foi o Museu do Ipiranga. Com a proximidade do centenário da Independência, teve início a construção do Monumento à Independência, inaugurado em 1922 ainda inacabado. A obra foi concluída quatro anos depois.

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