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Dobra o número de modelos de quadriciclos no mercado

Máquinas disponíveis para os amantes de passeios off-road lançadas este ano custam até 71 000 reais

Por Tatiana Babadobulos 7 jun 2013, 17h00 | Atualizado em 5 dez 2016, 15h55
Arte Quadriciclos
Arte Quadriciclos (VEJA SÃO PAULO/)
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Há três semanas, o empresário Ricardo Sarti Domene estreou em Peruíbe, no Litoral Sul do estado, seu mais recente brinquedo: um quadriciclo Bombardier Can-Am de 800 cilindradas adquirido em março, por 50 000 reais. “Quis fugir da rotina e começar a praticar uma atividade diferente nos fins de semana”, diz.

Ele não está sozinho nessa trilha. O engenheiro civil Gabriel Carramenha comprou, no ano passado, seu segundo veículo do tipo, também um Bombardier Can-Am com tração nas quatro rodas. O anterior, um Polaris, está parado na garagem de casa, fazendo companhia a um infantil de 50 cilindradas, geralmente pilotado por seu filho Gustavo, de 5 anos. “Gosto de andar no meio do mato e, como a maioria dos caminhos é alagada, senti a necessidade de ter uma máquina mais potente”, explica.

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Nunca houve tantas opções dessas máquinas em concessionárias da capital para os fãs do negócio. O total de modelos disponíveis dobrou na última década, passando de dez para vinte. Entre as principais inovações técnicas dessa leva mais recente estão injeção eletrônica, direção elétrica e até cobertura. Os quadriciclos mais caros ultrapassam a faixa de 70 000 reais (veja alguns exemplos no quadro abaixo).

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Se há poucos anos os equipamentos do gênero faziam sucesso em praias do Nordeste, agora vêm se proliferando em fazendas e no litoral de São Paulo. Vários dos adeptos são filiados ao Clube do Quadri, criado em 2009 pelo engenheiro de robótica Giulio Sarmento Barbieri.

Com cerca de 150 integrantes, o grupo organiza aventuras em trilhas pelo estado. “É perigoso fazer isso sozinho, pois o risco de acidente é considerável”, diz Carramenha. “Por isso, os novatos devem procurar se associar a um grupo para ter companhia.” Dono de um Polaris 500, o administrador de empresas Claudio Tucci Junior participa dos encontros há três anos. “Os passeios nunca são iguais. Cada um tem uma história diferente, ainda que a gente vá sempre para o mesmo lugar”, afirma.

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Cerca de 5 000 ATVs (sigla em inglês para all-terrain vehicle) foram comercializados no Brasil em 2012 (São Paulo responde por cerca de 20% desse total, segundo estimativas de mercado). O número de vendas cresce a uma taxa de 10% ao ano.

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Concessionárias de diferentes marcas sediadas na capital também trazem o produto do Japão, Estados Unidos e Canadá: mais de 4 000 unidades foram importadas no primeiro quadrimestre deste ano, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Um exemplo é a japonesa Kawasaki, que trouxe recentemente seu primeiro lote com 22 veículos.

“Antes a importação era realizada de forma independente, por diferentes empresas, mas o aumento da procura levou a montadora a assumir o negócio e a disponibilizar seus quadriciclos por conta própria”, diz o empresário Jose Koizumi, dono da Bike Box, revendedora exclusiva da fabricante.

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Outra que tomou conta da operação por aqui foi a americana Polaris. “Nosso objetivo é vender 5 000 quadriciclos por ano até 2017”, anuncia o diretorgeral Rodrigo Lourenço. Uma das maiores concessionárias da Honda em São Paulo, a Moto Remaza, com doze lojas, vendeu dezoito dessas máquinas nos primeiros quatro meses do ano e está com fila de espera.

A marca oferece o modelo TRX 420 Fourtrax, cuja versão com tração nas quatro rodas é vendida por 19 490 reais. “Em julho, mês de férias, as vendas costumam triplicar”, já festeja o gerente Márcio Alves, da unidade de Moema.

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