Avatar do usuário logado
Usuário

Carol Albuquerque é a chef do ano em Campinas

No comando do Lume, aberto há dois anos, a mineira conquista seu primeiro prêmio

Por Miguel Icassatti 28 Maio 2018, 18h33 | Atualizado em 20 jan 2022, 09h12
Carol Albuquerque – Lume – Campinas
Carol Albuquerque: ela veste a faixa de chef do ano pela primeira vez (Ligia Skowronski/Veja SP)
Continua após publicidade

Que a cozinha é o ambiente mais emblemático da casa de qualquer mineiro, mesmo quem nasceu em Campinas sabe. O bule de café, o bolo e o queijo sempre à mesa, mais os cheiros a sair das panelas, atraem a atenção de quem chega para uma visita e uma conversa fiada, na real tradução da expressão “gastronomia afetiva”. Quando se recorda das razões que a transformaram em cozinheira, Carol Albuquerque, 30 anos, leva o pensamento até Carangola, na Zona da Mata de Minas Gerais, onde nasceu e passou a infância a observar a avó à beira do fogão. Carol veio para Campinas ainda criança, quando o pai teve uma oportunidade de trabalho. Na dúvida entre qual carreira abraçar, prestou vestibular para arquitetura e gastronomia. Tomou o segundo caminho, matriculando-se na faculdade Senac, em Campos do Jordão, onde se formou em 2007. Em seguida, partiu para uma temporada de dois anos na Inglaterra. Depois de atuar em diversos lugares, estabeleceu-se em uma empresa de catering, na cidade de Leeds. Na volta ao Brasil, trabalhou com o chef Théo Medeiros — “Foi uma experiência muito boa”, ela diz —, até que retornou à Europa, para fazer uma pósgraduação em Lucerna, na Suíça, e cozinhar no restaurante do hotel Les Trois Rois, um cinco-estrelas na Basileia. No segundo retorno ao Brasil, reencontrou um amigo de faculdade, o chef Thiago Castanho, do restaurante Remanso do Bosque, em Belém (PA). Arrumou as malas mais uma vez e ficou três meses na capital paraense, conhecendo ingredientes e saciando a curiosidade em relação àquela vertente da culinária nacional. Participou também da equipe do chef Alberto Landgraf no paulistano Épice, sua última empreitada antes de abrir, em 2016, o Lume. “Nas minhas receitas, conto um pouco dos lugares por onde passei, com ingredientes brasileiros e diferentes técnicas”, descreve a cozinheira. São exemplos de seu trabalho autoral o ovo cozido a 64 graus por uma hora, com espuma trufada de batata e areia de parma (R$ 23,00), e o milho.barriga.quiabo, composto de canjiquinha, barriga de porco, linguiça de frango, minicenoura e quiabo (R$ 66,00). “Essa receita tem muita recordação de família”, diz a chef, que se prepara para levar novidades ao cardápio após o regresso de sua próxima viagem de pesquisas gastronômicas, para a Espanha e Portugal. Resta-nos aguardar.

2º lugar: Théo Medeiros (Théo Medeiros)

3º lugar: Jurandir Meirelles (Duke Bistrot)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês