Elizabeth: por trás do Melhor Drinque Autoral por World Class
Criado pelo bartender Caio Carvalhaes, em parceria com o chef e sócio Thiago Bañares, o drinque combina Johnnie Walker Gold Label Reserve, maçã e mate
O que chega à mesa em poucos minutos pode levar semanas — ou meses — para ser criado. Antes de um drinque ser servido ao cliente, ele percorre um longo caminho que envolve pesquisa, repertório, técnica e uma boa dose de experimentação. Por trás de cada copo existe um profissional que testa ingredientes, revisita clássicos e está sempre em busca de novos caminhos.
E é justamente esse trabalho, muitas vezes invisível para quem está do outro lado do balcão, que VEJA COMER & BEBER passa a reconhecer com a nova categoria Melhor Drinque Autoral por World Class.
Na primeira edição do prêmio, o vencedor foi o Elizabeth, do Tan Tan. Criado pelo bartender Caio Carvalhaes em parceria com o chef e sócio Thiago Bañares, o drinque combina Johnnie Walker Gold Label Reserve, cordial de maçã e vermute tinto com infusão de erva-mate.
“Eu descreveria o Elizabeth como um abraço quente em um dia frio. Desenvolvemos nossos coquetéis de forma colaborativa, porque entendemos que é nesse processo que conseguimos expressar nossas influências, propor reflexões e provocações e, ao mesmo tempo, desenvolver habilidades de criação e pesquisa de toda a equipe. Nossa inspiração veio da cultura e de algumas características marcantes da Região Sul do Brasil”, destaca Thiago Bañares.
O vencedor foi anunciado no dia 10 de setembro, durante a cerimônia de VEJA COMER & BEBER, na Casa Fasano. Com apresentação de Fernanda Paes Leme, o prêmio coloca em evidência uma etapa importante da coquetelaria: a criação de drinques que carregam identidade.
“Ser vencedor dessa categoria é uma alegria enorme e um reconhecimento muito especial para toda a equipe. Mais do que reconhecer um coquetel, sentimos que a premiação valoriza a nossa forma de criar, de contar histórias por meio dos sabores e de construir uma identidade própria. É também um incentivo para continuarmos pesquisando, experimentando e desenvolvendo esse trabalho juntos”, finaliza o bartender Caio Carvalhaes.
O caminho até o prêmio
Além do Elizabeth, outros dois drinques chegaram à seleção final da categoria. No Santana Bar, o bartender Gabriel Santana e sua equipe reinventaram o Grasshopper, clássico de Nova Orleans que ganhou uma nova leitura com Johnnie Walker Black Label e Johnnie Walker 18 anos, vinho do Porto tawny, rapadura, Fernet-Branca e bitter de chocolate e menta filtrada com mascarpone e doce de leite.
“Cada ingrediente e a forma na qual eles se combinam, sem desequilibrar nem se sobrepor uns aos outros, essa é a chave. Isso eu falo desde o destilado escolhido, a guarnição, o copo e, obviamente, o ambiente e a circunstância na qual esse drinque está sendo servido”, explica o bartender Gabriel Santana sobre o processo de criação do Grasshopper.
Já o Manga com Sal, do Fifty Fifty, nasceu da combinação criada pelos bartenders Stephanie Marinkovic e Danilo Rodrigues. Suco de manga clarificado e temperado com wasabi, vermute seco e tequila Don Julio Reposado são gaseificados para criar uma bebida refrescante.
Stephanie Marinkovic comenta sobre como o Manga com Sal dialoga com a proposta afetiva do Fifty Fifty. “Nosso bar trabalha com afetividade, lembranças e memórias. O Manga com Sal fala sobre a técnica aplicada que se torna simples aos olhares leigos de quem gosta de um bom drinque. Drinques bons não se pensa pra beber, se entende de olhar.”
Um novo reconhecimento para a coquetelaria
O World Class parte de uma visão ampla sobre o papel do bartender: mais do que combinar bons ingredientes, é preciso compreender as escolhas por trás de cada criação e transformar técnica e repertório em experiência. Nesse processo, o serviço também é essencial — da capacidade de interpretar o que o cliente procura à forma de contar uma história e traduzir conhecimento em hospitalidade.
Esse olhar acompanha a própria evolução do setor no Brasil. “A coquetelaria brasileira acompanha um consumidor cada vez mais interessado em qualidade, repertório e novas experiências. Para a Diageo, contribuir para o desenvolvimento desse ecossistema significa apoiar os profissionais que movimentam a categoria e impulsionam sua evolução. Ver esse trabalho ganhar espaço em uma premiação como VEJA COMER & BEBER reforça a maturidade e a relevância que o mercado conquistou no país”, comenta André Muller, VP comercial da Diageo Brasil.
É nesse contexto que nasce a categoria Melhor Drinque Autoral por World Class em VEJA COMER & BEBER, que coloca em evidência a criatividade e o trabalho de profissionais que ajudam a construir novos caminhos para a coquetelaria. “Ao longo dos anos, o World Class vem contribuindo para formar talentos, criar referências e fortalecer a cultura da coquetelaria. Ter uma categoria dedicada ao drinque autoral em VEJA COMER & BEBER amplia esse movimento ao celebrar a técnica, a criatividade e a identidade dos bartenders por trás de cada criação”, afirma Guilherme Martins, VP de marketing e inovação da Diageo Brasil.






