Roberto Tibiriçá, grande nome da música brasileira, morre aos 72 anos
Regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná desde 2022, o músico comandou importantes conjuntos do país e foi diretor do Instituto Baccarelli
O maestro Roberto Tibiriçá (1954-2026), grande nome da música de concerto brasileira, morreu na sexta-feira (2), aos 72 anos, com velório ocorrido no Theatro Municipal neste sábado (3) e domingo (4).
O maestro, pianista e diretor artístico paulistano era regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná desde 2022.
Com formação musical no piano, Tibiriçá começou a carreira de regência nos anos 80, tornando-se aluno e assistente de Eleazar de Carvalho (1912-1996).
Em paralelo, também atuou desde os anos 70 como diretor artístico de gravadoras nacionais. Entre os projetos em que esteve envolvido, produziu o único LP gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes (1894-1979) e dedicado exclusivamente ao cancioneiro nacional, lançado em 1974.
O músico foi regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), da Orquestra Petrobras Pró-Música (posteriormente Petrobras Sinfônica) e da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Também foi diretor artístico do Instituto Baccarelli entre 2005 e 2011.
Em 2008, o maestro publicou o livro O regente sem orquestra, dedicado à prática da regência e à relação com os músicos. Em 2003, passou a ocupar a Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música, cujo patrono é o padre José Maurício Nunes Garcia, e, em 2018, tornou-se membro honorário da Academia Nacional de Música.






