Marina Lima sobre os anos 80 e os dias de hoje: “O Brasil empobreceu muito”
Aos 70 anos, cantora revisitou o álbum 'Fullgás' na íntegra em show no C6 no Rock, em São Paulo, com participações de Liminha e Lobão
Marina Lima, 70, voltou no tempo por alguns minutos e cantou o marcante álbum Fullgás (1984) na íntegra neste domingo (23), em São Paulo, no festival C6 no Rock.
O show especial ainda contou com participações de Liminha e Lobão, antigos colaboradores da artista carioca, referência do pop-rock nacional, com destaque para as brilhantes parcerias com seu irmão poeta Antonio Cicero (1945-2024).
Toda a programação do evento celebrou o rock brasileiro da década de 1980, reunindo bandas como Os Paralamas do Sucesso, Titãs, Plebe Rude, Blitz e outros nomes daquela trupe. “Os anos 80 no Rio de Janeiro foram uma época muito forte, de liberdade, de noitada. Eu, Cazuza, Lobão, Renato (Russo), éramos uma turma enorme que ficava à noite nos bares. Foi um momento de muita agitação, ideia e loucura. Não sou saudosista, mas marcou muito”, disse Marina, em entrevista à Vejinha depois de sair do palco.
Depois de tocar o álbum inteiro, que inclui sucessos como Me Chama e Mesmo Que Seja Eu, a cantora e compositora ainda engatou uma versão de Ainda É Cedo, da Legião Urbana, e o seu hit Uma Noite e Meia.
Marina vive em São Paulo há dezesseis anos. “Minha mudança para São Paulo me fez conhecer melhor o Brasil, o país como um todo”, diz, trazendo a sua visão sobre o mundo de hoje. “O Brasil empobreceu muito, ficou rico em alguns nichos, mas o mundo todo é muito mais pobre, está muito mais difícil. E quero ter um retrato assim do mundo, e não só do que pode parecer interessante, confortável, bonito. O mundo está mais perigoso e profundo, e São Paulo me coloca muito perto disso”, afirma.
Alguns meses após completar 70 anos, a cantora lançou o seu 18o álbum de estúdio, Ópera Grunkie (2026), em março, com faixas inéditas. Escute o single Olívia, em que Marina se aventura sobre uma batida de reggaeton, abaixo.







