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“A vulnerabilidade é uma fraqueza e uma força”, diz Duda Beat

Confira a entrevista com a cantora e compositora pernambucana, que lança disco com pegada eletrônica e estreia turnê em São Paulo

Por Tomás Novaes 12 abr 2024, 20h21
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Duda Beat lança 'Tara e Tal': terceiro disco de estúdio (Gabriela Schmidt/Divulgação)
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A guitarra de Lúcio Maia, envolta por acordes suspensos em teclados synth, é o primeiro som que escutamos em Tara e Tal (2024), disco que acaba de sair do forno da cantora e compositora pernambucana Duda Beat.

O riff é o mesmo de Coco Dub, uma das faixas do antológico disco Da Lama ao Caos (1994), de Chico Science & Nação Zumbi. O convite para o músico fazer uma regravação não poderia ser mais especial, afinal, o sobrenome artístico escolhido pela artista é uma homenagem ao manguebeat.

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Essa união da guitarra com uma batida house, que inaugura a faixa de abertura Drama, resume a sonoridade deste terceiro e mais eletrônico capítulo da carreira de Duda, mais uma vez produzido pela dupla Lux & Tróia e com participação também de Liniker.

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A capa do disco ‘Tara e Tal’: inspiração no cineasta Alejandro Jodorowsky (Universal Music/Reprodução)
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“Pouca gente sabe que eu sou muito apaixonada por rock. Meu pai tinha uma coleção de vinis, e botava a gente para ouvir Pearl Jam, Soundgarden, Nirvana, Black Sabbath”, conta a artista. “Já era uma observação antiga dele: ‘Eu amo as suas músicas, filha, mas falta um solo de guitarra’ (risos).”

Dançante, o disco mistura sonoridades dos anos 90 e início de 2000 como o house e o drum ‘n’ bass, referências que resgatam a adolescência de Duda. “DJ Marky, Kaleidoscópio, o miami bass, o funk melody, tudo isso me formou musicalmente. E me lembra uma fase muito feliz, em que eu ia para as praias de Pernambuco, nas festas eletrônicas, com a única preocupação de me divertir e dançar”, diz.

Não faltam — e nem poderia faltar — nas letras a sensualidade e a sofrência que já viraram marcas da artista. A dualidade do coração partido com a pista de dança é um dos contrastes que permeiam o trabalho.

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“Sou uma artista que se cura muito pela minha própria arte. Saí da pandemia muito deprimida, assim como a maioria das pessoas. O mundo estava passando por transformações muito profundas, e não teria como eu não sentir elas. Foi difícil voltar a pensar em fazer música, e acho que por isso escolhi fazer algo que me puxasse para cima”, diz a compositora.

O próprio título do álbum carrega outro contraste. “A ‘tara’ é o desejo de me libertar e me jogar, e o ‘tal’ é todo o sentimento que vem depois, seja ele bom ou ruim. A vulnerabilidade é uma fraqueza e uma força, é nela que a gente se fortalece e se empodera. Isso é um fio condutor do meu trabalho”, comenta.

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Este é o primeiro disco da artista lançado por uma gravadora, a Universal Music. “Ser uma cantora independente me deu um conhecimento muito importante do quanto vale o meu trabalho, quanto eu ganho, quanto gasto. Ao mesmo tempo, sentia que tinha chegado em um teto desse lugar”, disse a artista.

Com show em três atos, a turnê Tara & Tour estreará em grande estilo em São Paulo, no dia 16 de maio, no Espaço Unimed.

“Os atos não vão ter a ver com os discos, e sim com a narrativa que quero passar. A luz vai ser a protagonista, o telão vai contar uma história, e a gente quer que a atenção do público esteja no lugar certo dessa vez, sendo um pouco mais minimalista, mas também grandioso”, explica Duda.

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Os ingressos já estão disponíveis. 16 anos. Espaço Unimed. Rua Tagipuru, 795, Barra Funda, ☎ 3868-5860. Qui. (16/5), 22h. R$ 144,00. espaçounimed.com.br.

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