Shows inéditos celebram Cassiano e Gerson King Combo em São Paulo
O projeto LBR, do estúdio criativo Laburê, convida Curumin e BNegão a homenagearem os legados de dois grandes artistas da música black brasileira
Um novo projeto musical estreia em São Paulo celebrando grandes figuras da música black brasileira em shows especiais, a começar por Curumin canta Cassiano, no dia 3 de outubro, no Cine Joia.
O tributo vai comemorar os cinquenta anos do influente disco Cuban Soul: 18 Kilates (1976), terceiro álbum do artista paraibano, morto em 2021, que reúne seus três grandes sucessos: Onda, Coleção e A Lua e Eu.
O cantor, compositor e multi-instrumentista paulistano vai liderar esse tributo, no vocal e na bateria, com banda completa que inclui backing vocals e trombone. Para coroar a noite, Hyldon, bamba do soul nacional, fará uma participação especial, e a dupla Veraneio um DJ set.
A iniciativa é do estúdio criativo Laburê, que estreia com este programa a sua linha de shows inéditos, o LBR, com direção artística de Ignacio Salvati. A segunda homenagem do projeto, também no Cine Joia, será BNegão & Black Mantra tocando Gerson King Combo (1943-2020), no dia 27 de novembro.
O encontro do cantor e rapper com a banda de funk-soul vai jogar luz sobre a obra do soulman carioca, uma das principais vozes do orgulho negro nos anos 1970. Faixas como Mandamentos Black serão celebradas no espetáculo, liderado pelo ex-integrante do Planet Hemp, que, para além de fã, foi amigo de Gerson.
Os ingressos para esta segunda apresentação ainda não estão à venda. 18 anos. Cine Joia. Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade. Acess. Sáb. (3/10), 22h. R$ 75,00 a R$ 120,00. sympla.com.br.
3 perguntas para Curumin
Qual a sua relação com a obra de Cassiano?
Quando comecei a formar minhas primeiras bandas, no fim dos anos 1990, tinha uma vontade muito grande de fazer um funk brasileiro. Lógico que tinha uma relação muito forte com Jorge Ben e Tim Maia, mas também com Hyldon, Cassiano, Carlos Dafé, Dom Salvador. Estudamos muito Cassiano, era um artista mais misterioso, a obra dele é curta e muito importante. Cada disco é único.
Como surgiu a ideia do show?
Essa ideia foi trazida até mim e eu amei. Já fiz outras homenagens, é sempre muito legal fazer mergulhos nesses artistas fundamentais. Vai ser um momento importante de adquirir conhecimento e buscar a expressão artística desse mestre.
Qual o maior desafio?
Como todo grande artista, Cassiano tinha uma coisa diferente, uma expressão muito pura. Não são músicas que você sai tocando. Depende da gente escutar muito, entender as nuances, porque é nessas sutilezas que mora a coisa . Ele tem um mistério, um swing totalmente único. É o mais legal e também o mais difícil.
Publicado em VEJA São Paulo de 18 de setembro de 2026, edição nº 3013






