Os 5 melhores shows e os problemas do C6 Fest 2026
Festival no Parque Ibirapuera teve apresentações marcantes de Robert Plant, The xx e Oklou; confira os pontos altos e baixos
O C6 Fest 2026 aconteceu de quinta-feira (21) a domingo (24) e deixou saudades dos belos shows que rolaram no Parque Ibirapuera.
A curadoria acertada, com artistas consagrados e boas novidades, afastou o desconforto com o frio e as chuviscadas que caíram ao longo dos dias.
A reportagem de VEJA SÃO PAULO esteve presente no evento e conta a seguir quais foram os pontos altos e baixos, além dos melhores shows que passaram pelo festival.
PONTOS POSITIVOS
- A melhor novidade > A programação estreante neste ano, o C6 Lab, uma espécie de “chorinho” do festival no fim de semana com shows intimistas no Auditório Ibirapuera, foi um feliz acréscimo ao evento. O horário, às 23h, funcionou bem, e a curadoria foi perfeita. Que volte no próximo ano.
- Tranquilidade > Não é uma novidade, mas vale destacar a experiência tranquila e com poucas filas para ir ao banheiro, beber ou comer, a não ser por alguns estandes mais disputados.
- O melhor palco > O maior palco, a Arena Heineken, na parte externa do Auditório Ibirapuera, se firma como um dos melhores lugares para assistir a shows na cidade. Não apenas pela localização e estrutura do parque, mas pelo uso inteligente da enorme parede branca como uma tela para expandir imagens do show e outros conteúdos.
- Curadoria > O maior trunfo do C6 Fest é, claro, o line-up. A sequência de Robert Plant, das vozes mais icônicas da história da música, para Cameron Winter, a novidade mais quente do rock alternativo, resume bem a proposta bem fundamentada, de unir clássicos e apostas, e a ótima execução neste ano.
PONTOS NEGATIVOS
- Dispersão > Em todo show ao ar livre, o som do palco disputa com os barulhos da cidade e do próprio público. Isso é esperado. Mas a plateia na parte mais ao fundo da área externa do Auditório teve ruídos excessivos e frequentes como conversas e risadas que atrapalhavam as pessoas ao redor e a fruição de shows mais tranquilos. O mesmo não aconteceu na Tenda Metlife, em que a multidão parecia mais atenta.
- Preços > A maioria das comidas custava acima de R$ 40,00, com porções pequenas. Sobre as bebidas, o chopp custava a partir de R$ 20,00, a água R$ 10,00 e a cerveja de lata R$ 18,00. Valores que tornam a experiência no fim de semana, para além do ingresso, cara.
- Locomoção > A distância entre os dois palcos principais é um ponto criticado por parte do público desde a primeira edição do festival. Neste ano, com a liberação da Marquise do Ibirapuera, o trajeto estava diferente. Por um lado com melhor escoamento na entrada e saída, mas por outro com uma passagem pelo gramado (era o caminho mais rápido) que ficou confusa e cheia de barro.
- Entrada da Pacubra > Para adentrar o espaço da pista com DJs, a Pacubra, havia muita espera nos momentos mais lotados.
- Visibilidade > A localização da área para PCDs, com pessoas em pé em cima, atrapalhou a visão de parte do público na Tenda Metlife.
- Horários > Os pontos de venda de cerveja e bares fecharam muito cedo após os shows, ainda que a programação continuasse rolando no palco eletrônico e no C6 Lab.
- Som e problemas técnicos > O começo do sábado (23) de festival contou com alguns problemas técnicos, chegando a atrasar shows como o da banda Wolf Alice. No domingo (24), no fundo da plateia da Arena Heineken, houve reclamações sobre o volume baixo do show do grupo Beirut.
OS 5 MELHORES SHOWS DO C6 FEST 2026
Oklou
A cantora francesa brilhou no palco do festival no fim da tarde de domingo (24). Simpática, falou em português e levantou o público com as músicas do seu disco Choke Enough (2025). Confira a entrevista da artista para a Vejinha.
Robert Plant
Dono de uma das vozes mais icônicas da música, o ex-vocalista do Led Zeppelin não veio relembrar o passado. O show mais contemplativo, com sonoridade folk, se baseou principalmente em seu disco mais recente, Saving Grace (2025), nome dado também à banda que o acompanha. A inserção de Rock and roll no fim do espetáculo lavou a alma de todos os fãs da banda que esperavam um grande hit. E a sua voz, especialmente nos momentos mais agudos e potentes, arrepiou a multidão no domingo (24).
Wolf Alice
A banda inglesa de rock alternativo fez um ótimo show no sábado (23). Empolgados, interagiram muito com o público brasileiro e animaram a galera com hits como Don’t Delete The Kisses. Apesar dos problemas técnicos, que encurtaram a apresentação, foi um dos pontos altos do terceiro dia de evento.
The xx
O trio inglês de pop eletrônico esteve em hiato por oito anos até iniciarem a turnê atual, em abril. Romy, Oliver e Jamie fizeram um belo show, lembrando sucessos como Intro e On Hold. Os momentos individuais de cada integrante, com músicas das carreiras solo, agregaram bem ao repertório. Um reencontro bonito de se ver.
Cameron Winter
O líder da banda de rock Geese fez o show derradeiro do festival. Com músicas do seu disco solo, Heavy Metal (2024), o cantor e compositor americano reuniu quase oitocentas pessoas, a maioria jovens, para ouvir sessenta minutos de voz e piano. O teatro silencioso, a voz desleixada e ao mesmo tempo poderosa e o jogo minimalista de luzes criaram um momento único. Sorte de quem esteve lá para assistir.





