Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Tudo de Som

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Novidades da música, clipes, entrevistas, artistas, listas e shows, por Tomás Novaes.

Os 5 melhores shows e os problemas do C6 Fest 2026

Festival no Parque Ibirapuera teve apresentações marcantes de Robert Plant, The xx e Oklou; confira os pontos altos e baixos

Por Tomás Novaes 25 Maio 2026, 20h14 | Atualizado em 25 Maio 2026, 20h19
Vista aérea noturna de um show ao ar livre com grande público em frente a um palco e telão exibindo a banda, cercado por árvores e iluminação colorida
Show de Robert Plant no C6 Fest 2026: festival aconteceu no Ibirapuera nos dias 21, 22, 23 e 24 (C6 Fest/Divulgação)
Continua após publicidade
Os 5 melhores shows e os problemas do C6 Fest 2026 Priorizar nos meus resultados Google

O C6 Fest 2026 aconteceu de quinta-feira (21) a domingo (24) e deixou saudades dos belos shows que rolaram no Parque Ibirapuera.

A curadoria acertada, com artistas consagrados e boas novidades, afastou o desconforto com o frio e as chuviscadas que caíram ao longo dos dias.

A reportagem de VEJA SÃO PAULO esteve presente no evento e conta a seguir quais foram os pontos altos e baixos, além dos melhores shows que passaram pelo festival.

PONTOS POSITIVOS

  • A melhor novidade > A programação estreante neste ano, o C6 Lab, uma espécie de “chorinho” do festival no fim de semana com shows intimistas no Auditório Ibirapuera, foi um feliz acréscimo ao evento. O horário, às 23h, funcionou bem, e a curadoria foi perfeita. Que volte no próximo ano.
  • Tranquilidade > Não é uma novidade, mas vale destacar a experiência tranquila e com poucas filas para ir ao banheiro, beber ou comer, a não ser por alguns estandes mais disputados.
  • O melhor palco > O maior palco, a Arena Heineken, na parte externa do Auditório Ibirapuera, se firma como um dos melhores lugares para assistir a shows na cidade. Não apenas pela localização e estrutura do parque, mas pelo uso inteligente da enorme parede branca como uma tela para expandir imagens do show e outros conteúdos.
  • Curadoria > O maior trunfo do C6 Fest é, claro, o line-up. A sequência de Robert Plant, das vozes mais icônicas da história da música, para Cameron Winter, a novidade mais quente do rock alternativo, resume bem a proposta bem fundamentada, de unir clássicos e apostas, e a ótima execução neste ano.

PONTOS NEGATIVOS

  • Dispersão > Em todo show ao ar livre, o som do palco disputa com os barulhos da cidade e do próprio público. Isso é esperado. Mas a plateia na parte mais ao fundo da área externa do Auditório teve ruídos excessivos e frequentes como conversas e risadas que atrapalhavam as pessoas ao redor e a fruição de shows mais tranquilos. O mesmo não aconteceu na Tenda Metlife, em que a multidão parecia mais atenta.
  • Preços > A maioria das comidas custava acima de R$ 40,00, com porções pequenas. Sobre as bebidas, o chopp custava a partir de R$ 20,00, a água R$ 10,00 e a cerveja de lata R$ 18,00. Valores que tornam a experiência no fim de semana, para além do ingresso, cara.
  • Locomoção > A distância entre os dois palcos principais é um ponto criticado por parte do público desde a primeira edição do festival. Neste ano, com a liberação da Marquise do Ibirapuera, o trajeto estava diferente. Por um lado com melhor escoamento na entrada e saída, mas por outro com uma passagem pelo gramado (era o caminho mais rápido) que ficou confusa e cheia de barro.
  • Entrada da Pacubra > Para adentrar o espaço da pista com DJs, a Pacubra, havia muita espera nos momentos mais lotados.
  • Visibilidade > A localização da área para PCDs, com pessoas em pé em cima, atrapalhou a visão de parte do público na Tenda Metlife.
  • Horários > Os pontos de venda de cerveja e bares fecharam muito cedo após os shows, ainda que a programação continuasse rolando no palco eletrônico e no C6 Lab.
  • Som e problemas técnicos > O começo do sábado (23) de festival contou com alguns problemas técnicos, chegando a atrasar shows como o da banda Wolf Alice. No domingo (24), no fundo da plateia da Arena Heineken, houve reclamações sobre o volume baixo do show do grupo Beirut.

OS 5 MELHORES SHOWS DO C6 FEST 2026

Oklou

Continua após a publicidade

A cantora francesa brilhou no palco do festival no fim da tarde de domingo (24). Simpática, falou em português e levantou o público com as músicas do seu disco Choke Enough (2025). Confira a entrevista da artista para a Vejinha.

Cantora sorridente com cabelos escuros, vestindo jaqueta bege e top preto, braços erguidos, segurando um microfone na mão esquerda, em palco iluminado
A francesa Oklou: showzaço no C6 Fest (C6 Fest/Divulgação)

Robert Plant

Dono de uma das vozes mais icônicas da música, o ex-vocalista do Led Zeppelin não veio relembrar o passado. O show mais contemplativo, com sonoridade folk, se baseou principalmente em seu disco mais recente, Saving Grace (2025), nome dado também à banda que o acompanha. A inserção de Rock and roll no fim do espetáculo lavou a alma de todos os fãs da banda que esperavam um grande hit. E a sua voz, especialmente nos momentos mais agudos e potentes, arrepiou a multidão no domingo (24).

Continua após a publicidade
Robert Plant, com cabelos longos e grisalhos, canta em um microfone, vestindo camisa preta. À direita, um músico barbudo toca um instrumento de cordas e uma flauta simultaneamente, sentado. O palco tem iluminação âmbar e escura
Robert Plant em São Paulo: inesquecível (C6 Fest/Divulgação)

Wolf Alice

A banda inglesa de rock alternativo fez um ótimo show no sábado (23). Empolgados, interagiram muito com o público brasileiro e animaram a galera com hits como Don’t Delete The Kisses. Apesar dos problemas técnicos, que encurtaram a apresentação, foi um dos pontos altos do terceiro dia de evento.

Banda de seis músicos tocando em palco iluminado por luzes amarelas e brancas, com chuva de confetes prateados. Uma mulher de rosa canta ao centro, enquanto outros tocam guitarra, teclado e bateria. A plateia, em primeiro plano, assiste ao show
A banda inglesa Wolf Alice: ponto alto do sábado (23) (C6 Fest/Divulgação)
Continua após a publicidade

The xx

O trio inglês de pop eletrônico esteve em hiato por oito anos até iniciarem a turnê atual, em abril. Romy, Oliver e Jamie fizeram um belo show, lembrando sucessos como Intro e On Hold. Os momentos individuais de cada integrante, com músicas das carreiras solo, agregaram bem ao repertório. Um reencontro bonito de se ver.

Três músicos em silhueta no palco, um tocando guitarra, outro manipulando um mixer e o terceiro com guitarra, sob luzes fortes e fumaça
O trio The xx reunido: feliz reencontro (C6 Fest/Divulgação)

Cameron Winter

Continua após a publicidade

O líder da banda de rock Geese fez o show derradeiro do festival. Com músicas do seu disco solo, Heavy Metal (2024), o cantor e compositor americano reuniu quase oitocentas pessoas, a maioria jovens, para ouvir sessenta minutos de voz e piano. O teatro silencioso, a voz desleixada e ao mesmo tempo poderosa e o jogo minimalista de luzes criaram um momento único. Sorte de quem esteve lá para assistir.

Cameron Winter, 24, vocalista da banda Geese: na crista da onda
Cameron Winter, 24, vocalista da banda Geese: na crista da onda (Lygonstreet/Divulgação)
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês