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Shows incríveis e árvores na plateia: erros e acertos do C6 Fest 2025

Terceira edição consolida evento como experiência única no calendário musical paulistano; Amaro Freitas, Nile Rodgers e Air fizeram os melhores shows

Por Tomás Novaes 26 Maio 2025, 19h24 | Atualizado em 5 jun 2026, 23h10
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Nile Rodgers no C6 Fest 2025: grande show do festival (Filmart/Divulgação)
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Em sua terceira edição, o C6 Fest 2025 tomou conta do Parque Ibirapuera, em São Paulo, de quinta-feira (22) a domingo (25).

Os primeiros dois dias de evento foram dedicados ao jazz, com shows no Auditório Ibirapuera. No final de semana, artistas de diversos países e gêneros musicais se revezaram entre os três palcos externos.

Confira a seguir o veredito da Vejinha sobre o festival, que mantém vivo o legado do Free Jazz (e suas versões posteriores, como o Tim Festival) na cidade.

ACERTOS

  • A curadoria incomparável com outros festivais pequenos, médios ou grandes no Brasil conseguiu criar momentos marcantes. Os destaques: o show transcendental de Amaro Freitas em formato inédito; as apresentações das bandas Gossip e The Pretenders, no início da noite do sábado (24); o show imersivo do duo Air, um espetáculo visual e sonoro; no domingo, a mistura de Bahia e Rio de Janeiro de Seu Jorge; e Nile Rodgers, o auge do festival, com cinco décadas de hits tocados e cantados com maestria por ele e sua banda.
  • A parte externa do Auditório Ibirapuera se mostra a cada ano como um dos melhores palcos para se assistir a shows em São Paulo. O C6 Fest não é o único evento a usar essa área — outros festivais, como o Turá, também acontecem ali —, mas vale destacar o ótimo uso de projeções para preencher a parte superior do edifício concebido por Oscar Niemeyer, melhorando ainda mais a visibilidade, que já é excelente
  • A locomoção entre a Arena Heineken e a Tenda Metlife estava muito bem organizada, com diversos colaboradores sinalizando as entradas e saídas.
  • A estrutura de alimentação e banheiros é outro ponto forte. Banheiros limpos e sem filas, boa estrutura para comer e beber, com muitas mesas, vários pontos de caixa para carregar a pulseira sem filas e locais de hidratação com água gelada e copos de papel disponíveis.

ERROS

  • Não é uma novidade, mas as árvores no meio da plateia na Tenda Metlife atrapalham muito a experiência. Ainda mais com shows concomitantes, grande parte do público não conseguia ver o palco inteiro.
  • Com uma proposta “sem perrengues”, um line-up compacto dividido em quatro dias e uma curadoria excelente, o festival não deveria ter shows no mesmo horário — muito menos esses sendo os mais esperados da noite. Foi o caso de The Pretenders e Gossip, no sábado (24), e Seu Jorge e Wilco, no domingo (25). 
  • Na Arena Heineken, atrás da house mix, as fortes luzes amarelas incomodavam o público que queria ver o show mais de longe.
  • Apesar da variedade gastronômica e da quantidade de restaurantes, poderiam ter opções de alimentação com preços mais acessíveis.
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