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3 novas e ótimas minisséries na Netflix, Globoplay e Disney+

Uma delas é O Paraíso e a Serpente, estrelada por Jenna Coleman e Tahar Rahim

Por Miguel Barbieri Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 abr 2021, 10h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h30
O Paraíso e a Serpente: novidade na Netflix
O Paraíso e a Serpente: novidade na Netflix (Divulgação/Divulgação)
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Gosto de minisséries. Elas têm começo, meio e fim e não precisamos esperar pela segunda temporada para saber como termina a história. Três produções recentes chegaram às plataformas digitais e, coincidentemente, são inspiradas em casos reais.

Os Eleitos > Philip Kaufman já havia dirigido, em 1983, um ótimo longa-metragem homônimo, baseado no livro de Tom Wolfe, por sua vez inspirado no caso do Mercury Seven, o grupo de sete astronautas selecionados pela Nasa para atuar no programa espacial dos Estados Unidos. Em oito episódios, a produção da National Geographic destrincha os anos (de 1959 a 1961) de treinamentos dos pilotos de testes, escolhidos entre centenas de candidatos, até a primeira viagem espacial com um único americano a bordo. Quem seria o escolhido? Embora sejam sete integrantes, o roteiro se concentra em três deles. O competitivo Alan Shepard (Jake McDorman), filho de um militar, casado e pai de três garotas, tinha porte de atleta e fama de conquistador — e sua infidelidade conjugal é tema de um dos melhores capítulos. Gordo Cooper (Colin O’Donoghue) precisou implorar à ex-­mulher para reatar o casamento, já que a Nasa não permitia homens separados. E havia John Glenn (Patrick J. Adams), o cristão, bom marido e pai perfeito. Nos minutos finais, a ida ao espaço é um anticlímax, seja pela curtíssima duração, seja pela ausência de tensão. O que está ao redor vale muito mais. A submissão das mulheres, as costumeiras traições dos maridos (e o machismo num ambiente machista), a rivalidade com os russos em plena Guerra Fria e a exposição dos astronautas na imprensa, tornando-os celebridades para o bem e para o mal, representam com fidelidade a década de 60. Novidade no Disney+.

O Paraíso e a Serpente > A princípio, Alain Gautier (Tahar Rahim) é “apenas” um contrabandista francês que atua em Bangcoc, na Tailândia, em 1975. Com sua lábia e ao lado da esposa, Monique (Jenna Coleman), ele tenta convencer um casal de turistas da Holanda a comprar um anel com uma ametista. Tornam-se amigos a ponto de Gautier hospedá-los em seu apartamento, regado a festinhas de embalo e a baladas na piscina do condomínio. Corta! Seis meses depois, um diplomata holandês, à revelia de seu chefe, começa a investigar o sumiço de dois mochileiros conterrâneos. Ao longo de eletrizantes oito capítulos, a trama vai desvendando os crimes do sociopata Gautier, além de expor as mentiras que ele contava, inclusive para sua companheira. O excesso de vaivéns no roteiro, que a todo instante informa ao espectador o local e a data do fato, pode ser exagerado e, no primeiro episódio, confunde com tantas idas e vindas. Sobressaem, contudo, o interesse pela investigação em torno de Gautier (cujo nome verdadeiro é Charles Sobhraj) e o suspense em torno do destino de suas vítimas, algo que os flashbacks só tendem a aumentar o mistério. Com fabulosa recriação de época e impecável direção de fotografia, a coprodução da BBB peca pela maquiagem de envelhecimento, pela peruca de fios alisados e pelo tom de pele “alaranjado” do protagonista: francês de origem árabe, Rahim precisou parecer asiático para interpretar o filho de um indiano com uma vietnamita. A atuação convence; a caracterização, não muito. Novidade na Netflix.

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Quiz — Quem Quer Ser um Milionário? > O subtítulo em português dá indício do que se trata: uma incursão pelos bastidores do célebre programa de perguntas e respostas que, em seu auge, atingia um terço da população do Reino Unido. Hit da rede britânica ITV, Quem Quer Ser um Milionário? estreou em 1998, mas o foco está numa (suposta) fraude ocorrida em setembro de 2001. Diana Ingram (Sian Clifford) e seu irmão, fanáticos por atrações do tipo, já haviam participado, mas voltaram para casa sem o prêmio máximo de 1 milhão de libras. Foi, então, que convenceram Charles (Matthew Macfadyen), marido de Diana e major do Exército, a fazer sua inscrição. Ele foi aceito. Com cara de pasmado diante do apresentador (Michael Sheen) e sempre hesitante, Charles foi acertando tudo na base da sorte. Será? Não é spoiler: numa das primeiras cenas, Charles e sua esposa estão num tribunal para ser julgados. Muito bem azeitado e ajeitado em três episódios, Quiz tem o seguro comando do consagrado diretor Stephen Frears (de Ligações Perigosas e A Rainha), que injeta humor numa história que, assim como Quem Quer Ser um Milionário?, apresenta muitas questões e a maioria fica sem solução. Novidade no Globoplay.

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