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Teatro - Por Fabio Codeço

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Cassio Scapin é Odorico Paraguaçu em versão musicada de ‘O Bem Amado’

Montagem de Ricardo Grasson estreia nesta sexta (5) e tem canções de Zeca Baleiro

Por Júlia Rodrigues
5 ago 2022, 06h00 • Atualizado em 5 ago 2022, 07h12
Cassio Scapin(de chapéubranco) e elenco:povo de Sucupira
Cassio Scapin (de chapéu branco) e elenco: povo de Sucupira (Ronaldo Gutierrez/Divulgação)
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  • Desde que foi escrita, há seis décadas, a peça Odorico, o Bem Amado ou Os Mistérios do Amor e da Morte, ou simplesmente O Bem Amado, de Dias Gomes (1922-1999), continua refletindo um Brasil atual.

    Esse foi um dos pensamentos do diretor Ricardo Grasson ao escutar o ator Cassio Scapin — com quem mantém uma amizade de anos — dizer em uma entrevista que gostaria de interpretar Odorico Paraguaçu, o protagonista da trama. “Liguei para ele e perguntei se topava montar comigo, se eu já podia ir ‘mexendo os pauzinhos’. Cassio disse que, já que eu ia fazer de qualquer jeito, tudo bem”, conta Grasson.

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    O segundo pensamento do encenador foi o de que o espetáculo deveria ser musicado. Então, convidou o músico Zeca Baleiro e o dramaturgo Newton Moreno para a composição de canções. “É um texto muito popular, palatável. Talvez se o Dias Gomes estivesse vivo hoje, também teria tido a ideia de transformá-lo em um musical”, acredita o diretor.

    A comédia se passa na pequena Sucupira, no litoral da Bahia. Não há cemitério, o que obriga os moradores a enterrar os mortos em municípios vizinhos. Daí surge Odorico Paraguaçu (Scapin), político corrupto que se elege prefeito com a promessa de construir o cemitério.

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    Tempos após a posse, porém, ninguém morre, e o político decide trazer de volta à cidade o pistoleiro Zeca Diabo (Marco França) para resolver o “problema”. O que ele não esperava era que o matador tivesse “se aposentado” para ser um homem correto.

    “Sucupira ainda é um retrato do Brasil. Vemos no odorico um comportamento político reincidente, de um estado autocrata, autoritário, acima de qualquer preceito ético”, analisa Scapin.

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    Grasson, que também é formado em cinema, optou por inserir contornos de realismo fantástico na montagem. A estreia acontece nesta sexta (5). 12 anos. (100min).

    Sesc Santana. Avenida Luiz Dumont Villares, 579, Santana, ☎ 2971-8700. Sex., 21h (haverá sessão extra às 15h nos dias 2 e 9/9). Sáb., 20h. Dom., 18h. R$ 40,00. Até 11/9. sesc.org.br.

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    Publicado em VEJA São Paulo de 10 de agosto de 2022, edição nº 2801

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