‘Jararaca(s)’ transforma o cangaço em reflexão sobre violência
Espetáculo é da premiada companhia cearense Pavilhão Magnólia
Depois de encenar dois espetáculos no Sesc Avenida Paulista no início do mês — A Força da Água e Há uma Festa sem Começo que Não Termina com o Fim —, a premiada companhia cearense Pavilhão Magnólia retorna à capital com Jararaca(s).
Em cartaz somente este fim de semana no Itaú Cultual, a peça esmiuça os últimos dias de vida de Jararaca, um dos integrantes do bando de Lampião, morto pela polícia em 1927 e hoje reverenciado como santo popular em Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte.
Com dramaturgia de Giordano Castro e direção de Murillo Ramos (que também assina as músicas originais), a montagem acompanha os sete dias entre a captura e a morte do cangaceiro, baleado após a frustrada invasão do bando à cidade norte-rio-grandense, episódio que ficou conhecido como Chuva de Bala.
Em cena, quatro personagens (vividos por Silvianne Lima, Jota Junior Santos, Nelson Albuquerque e rudriquix) falam de violência de Estado, desigualdade social e apagamento histórico. “Nos interessa ir além do arquétipo do cangaceiro e das histórias já cristalizadas desse universo”, afirma o ator Nelson Albuquerque (90min).
16 anos. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149,
2168.1777.
Sex. (29). a sáb. (30), 20h. Dom. (31), 18h. Grátis. itaucultural.org.br.
Publicado em VEJA São Paulo de 29 de maio de 2026, edição nº2997.





