Felipe Hirsch materializa vozes que ecoam em nossas cabeças em nova peça
Em Orkhéstra Phántasma, no Sesc Vila Mariana, diretor cria um mosaico sonoro a partir de memórias e obsessões que pairam em nossa mente
A cabeça humana é uma espécie de rádio permanentemente ligado, atravessada por vozes, lembranças e ruídos. É dessa imagem que parte Orkhéstra Phántasma, novo espetáculo de Felipe Hirsch, que transforma pensamentos e fragmentos de linguagem em matéria cênica.
O título remete à palavra grega orkhestra e à ideia de uma “orquestra fantasma”, formada por sons, obsessões e recordações que pairam na mente. Na encenação, rádio, jukebox, karaokê e toca-discos servem como metáforas para discutir a ilusão da liberdade e os mecanismos que moldam desejos, comportamentos e identidades.
Com Georgette Fadel, Milla Fernandez, Pascoal Da Conceição, Renato Livera, Roberta Estrela D’alva, Thalin e Thiago Amaral no elenco, e participação da cantora lírica Gabriela Geluda, a peça traz experiências de Hirsch, como visitas à casa da infância e a sensação de “ouvir o passado”.
Apoiada em referências que vão do filósofo Mark Fisher à tragédia grega, a dramaturgia constrói um mosaico sonoro. Na ficha técnica, velhos parceiros de Hirsch, como Caetano Galindo e Juuar (dramaturgia), Daniela Thomas (direção de arte), Beto Bruel (iluminação) e Alexandre Herchcovitch (figurinos) (180min). 18 anos.
Sesc Vila Mariana. Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, 5080-3000. Tem acessibilidade. Qui. a sáb., 20h. Dom., 18h. R$ 90,00. Até 2/8. sescsp.org.br.
Publicado em VEJA São Paulo de 26 de junho de 2026, edição nº3001.





