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Memória

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Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

O colorido da antiga Rodoviária da Luz

O prédio ficou na memória afetiva das crianças

Por Roosevelt Garcia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jul 2018, 11h43
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 (Reprodução/Veja SP)
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Até o início dos anos 80, o principal terminal rodoviário de São Paulo ficava bem no centro da cidade, próximo à estação ferroviária da Luz, fazendo da região uma espécie de polo de transportes intermunicipais da cidade. A rodoviária tinha um estilo arquitetônico único, muito colorido, o que fazia com que principalmente as crianças tivessem um sentimento de “estou num parque infantil”, e guardassem na memória afetiva as visitas que fizeram ao lugar.

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Infelizmente, para os adultos, nada era tão mágico. A rodoviária foi inaugurada no dia do aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro de 1961, se tornando o primeiro grande terminal da cidade. O bairro da Luz, antes predominantemente residencial, viu suas ruas de repente se tornarem intransitáveis, dado o volume de ônibus e táxis que circulavam por ali, e não demorou muito para o protesto dos moradores começar. A ideia de se construir um terminal rodoviário próximo ao terminal ferroviário logo se mostrou equivocada, pois as pequenas ruas do centro não estavam preparadas para tanto movimento.

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(Reprodução)

 

Apesar dos problemas no entorno, o prédio de 19 000 metros quadrados era um espetáculo à parte. Um grande chafariz no saguão chamava a atenção de todos, assim como as pastilhas coloridas das paredes e colunas, e principalmente a decoração super colorida do teto. Um total de 2 500 ônibus chegavam e partiam todos os dias da rodoviária, que também foi um dos primeiros lugares públicos da cidade a ter televisores coloridos, o que fazia que muita gente fosse lá só para assistir a jogos de futebol.

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Em 1977, o movimento diminuiu um pouco com a inauguração do Terminal Rodoviário do Jabaquara, ligado à estação de metrô. E em 1982, o gigantesco e ultra moderno Terminal Rodoviário do Tietê começou a operar, desativando por completo a antiga e romântica rodoviária da Luz, que foi cartão postal da cidade e está guardada com carinho na memória dos moradores da cidade. Menos, é claro, dos antigos moradores da Luz.

 

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