‘Pecadores’ é um espetáculo que merece ser visto na tela grande
Filme estrelado por Michael B. Jordan está com a mesma nota que 'O Poderoso Chefão' (1972) no Rotten Tomatoes
Não é à toa que Pecadores estreou diretamente no topo do agregador de críticas Rotten Tomatoes. O filme de Ryan Coogler (Pantera Negra e Creed), que se igualou a O Poderoso Chefão (1972) na plataforma, é um espetáculo cinematográfico.
Em mais uma parceria com o diretor, o astro Michael B. Jordan hipnotiza ao interpretar dois irmãos gêmeos que voltam à cidade natal para reconstruir a vida e se redimir dos erros do passado. O enredo se passa em 1932, quando as cicatrizes da escravatura estavam inflamadas, em Clarksville, no estado de Louisiana.
Fumaça e Fuligem decidem abrir um bar de blues só para negros e contam com a ajuda de amigos e do primo Sammie (Miles Caton). No entanto, dão de cara com uma força maligna sinistra e inicia-se uma batalha sangrenta. O teor sobrenatural é muito bem executado pelos efeitos visuais.
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Conhecido pelas obras de ação, Coogler mostra competência, classe e maestria também para o terror. É a visão do diretor que faz o elo e mantém a história articulada quando os fios narrativos ficam confusos, como as perspectivas propostas sobre religião, música e relacionamentos anteriores. Por outro lado, o argumento racial é muito bem resolvido. O conflito retratado pode ser de época, mas acontece até hoje.
Salvo a trilha sonora, que peca pelo excesso, os atributos técnicos também são caprichados, com destaque para a fotografia sedutora e pomposa em 70 mm.
É um projeto muito bem-sucedido ao que se propõe, que merece ser visto na maior qualidade de imagem possível.
NOTA: ★★★★☆
Publicado em VEJA São Paulo de 23 de abril de 2025, edição nº 2941







