‘Os Estranhos: Capítulo Final’: ufa, que bom que acabou
Franquia de terror de invasão domiciliar perdeu todo o sentido e virou uma grande “farofa”
Com direção de Renny Harlin, Os Estranhos: Capítulo Final encerra a trilogia de terror de Maya (Madelaine Petsch). Inicialmente um filme de invasão domiciliar, derivado de um clássico de 2008, a franquia tentou tomar um rumo mais épico, mas virou uma grande “farofada”.
No terceiro filme da saga, a protagonista foge e enfrenta os assassinos mascarados que mataram seu namorado. Depois de sobreviver nos dois primeiros longas, ela tenta escapar da cidade de Venus.
Chega a ser frustrante de tão irreal cada situação proposta. A personagem principal é antipática, não só pela atuação mas pela construção narrativa dela em todos os âmbitos.
A obra tenta contar uma origem para os assassinos, mas é desinteressante, desnecessária e não funciona. A ideia de “humanizar” os vilões não funciona, pois não há nada para se identificar com eles.
Há até um envolvimento entre vítimas e criminosos, que vai de encontro com a premissa da “aleatoriedade” do assassinato de um serial killer. Que bom que acabou.
NOTA: ★☆☆☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 17 de abril de 2026, edição nº 2991







