Seth Rogen: “Hollywood pode ser frustrante, mas ainda tem muita mágica”
Série ‘O Estúdio’, criada e estrelada pelo ator, acompanha os bastidores da indústria; confira entrevista com elenco e produtores

Nova série do Apple TV+, O Estúdio tem a proposta de apresentar os bastidores de Hollywood. A produção foi criada, escrita, dirigida e estrelada por Seth Rogen, que bolou e conduziu a ideia junto de Evan Goldberg.
Com dez episódios, a obra apresenta a rotina da produtora fictícia Continental Studios após Matt Remick (Rogen) assumir a chefia. Ele lida com o dilema de conciliar filmes artísticos com produções lucrativas junto da equipe: o vice-presidente Sal (Ike Barinholtz), a marketeira Maya (Kathryn Hahn), a coordenadora criativa Quinn (Chase Sui Wonders) e a produtora Amy (Catherine O’Hara).
Há inúmeras participações especiais, que vão dos diretores Martin Scorsese e Ron Howard aos atores Anthony Mackie e Zoë Kravitz, interpretando a si mesmos.
O projeto é bem pessoal para todos os envolvidos, uma vez que acompanham de perto os bastidores da indústria. “Tenho muitas semelhanças com o Matt, infelizmente”, diz Seth Rogen, em entrevista exclusiva a Vejinha.
“Ele é uma pessoa que ama filmes e dedicou a vida ao cinema. O grande conflito é conciliar o sonho dele de fazer grandes produções com o desejo dele de não ser demitido. De muitas maneiras, ele é o ponto de inflexão entre arte e mercado, que é uma batalha real na nossa indústria.”
O produtor executivo James Weaver revela: “A série é baseada em nossa experiência em Hollywood nos últimos 20 anos, então tentamos mostrar a realidade”.
O elenco vai além e imagina novas possibilidades de cenários para os personagens. “Seria interessante também interpretar uma versão feminina dos chefes criativos e imaginá-la nas situações”, acrescenta Catherine O’Hara. “Nossos personagens ficariam obcecados por esta série”, diz Chase Sui Wonders.
Trazer as participações especiais foi uma tarefa à parte: alguns talentos já haviam trabalhado com a equipe anteriormente, outros receberam convite e aceitaram com animação. “Depois que Scorsese topou, foi fácil conseguir os demais”, conta Evan Goldberg.
Contracenar com diretores foi “empoderador” para o elenco. “A sensação foi ótima de não se sentir tão intimidada e estar de igual para igual”, comenta Kathryn Hahn.
“Tentei aproveitar a oportunidade e acho que posso anunciar agora que eu vou ser a estrela de A Luta pela Esperança 2, por causa do tanto que Ron Howard gostou de trabalhar comigo”, brinca Ike Barinholtz.
“Hollywood ainda tem muita mágica. Pode ser frustrante e agonizante, mas vale a pena”, finaliza Rogen.
Publicado em VEJA São Paulo de 28 de março de 2025, edição nº 2937