Com vampiros no Centro, ‘Love Kills’ é espécie de ‘Crepúsculo’ paulistano
Diretora Luiza Shelling Tubaldini explora potencial da capital de servir como cenário para as criaturas místicas
Uma história de vampiros no Centro de São Paulo. A premissa de Love Kills gera curiosidade logo de cara. São tantas possibilidades de cenários e fusões entre imaginário da cidade e misticismo das criaturas que vêm à mente e a diretora Luiza Shelling Tubaldini soube tirar proveito disso.
O filme conta a história de Helena (Thais Lago), uma jovem vampira que assombra um café na região da Cracolândia e é perseguida por uma gangue. Aos poucos, ela se aproxima de Marcos (Gabriel Stauffer), um garçom sem ligação com o mundo sobrenatural.
Surge então um romance com uma dinâmica já conhecida, que esbarra nos limites entre humanidade e submundo e, com riscos de vida, exigirá dos dois cuidado e determinação para conquistar e viver uma relação com o outro. O que se destaca é a produção e a direção de arte, que cria um belo visual gótico para a caracterização dos personagens, junto de efeitos visuais e cenários.
É um Crepúsculo (2009) paulistano. Passa por lugares como Viaduto Santa Efigênia, Anhangabaú e Rua Álvaro de Carvalho.
A inserção de elementos queer (não-heteronormativo), no personagem do Victor por exemplo, enriquece e dá um tom fresco à trama. As falas, excessivamente dramáticas, fazem sentido com o conceito e estilo dos filmes de vampiro.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 22 de maio de 2026, edição nº 2996







