Esnobado pelo Oscar, ‘Hedda’ faz interessante estudo de personagem feminina
Tessa Thompson estrela filme de Nia DaCosta com jogo de poder e desejo em contexto de época
Um dos filmes esnobados pelo Oscar deste ano foi Hedda, de Nia DaCosta, que faz um estudo interessante de personagem feminina.
A diretora, que neste ano também lançou Extermínio: O Templo dos Ossos, explora o campo do desejo, poder e das contradições em um contexto social de época, com um suspense de pano de fundo.
Na Inglaterra dos anos 50, a protagonista Hedda (Tessa Thompson) vive um casamento sem afeto com George Tesman (Tom Bateman). Na busca por status e luxo, revela-se uma figura manipuladora.
Durante uma festa em sua mansão, a chegada da ex-amante Eileen Lövborg (Nina Hoss) deixa-a desestabilizada e introduz uma rivalidade e tensão emocional. O caos se instala e o tom da direção mistura melodrama e espetáculo à medida que conduz para um desfecho climático.
O resultado incorpora nuances de gênero e raça e privilegia atmosfera e impacto visual, ainda que isso dilua parte da precisão psicológica do texto original, uma peça do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 1° de maio de 2026, edição nº 2993







