‘Fanon’ celebra visionário precursor do pensamento decolonial
Longa retrata o início da trajetória revolucionária do psiquiatra Frantz Fanon (1925-1961)
Ícone do pensamento decolonial, o psiquiatra Frantz Fanon (1925-1961) é homenageado nas telonas pelas mãos do diretor Jean-Claude Barny.
Fanon retrata a experiência do autor de Pele Negra, Máscaras Brancas (1952), aqui encarnado por Alexandre Bouyer, na Argélia de 1953, onde ele dá força ao movimento filosófico pelo qual ficou conhecido.
Apoiado pela esposa Josie (Zita Hanrot), Fanon abandona o prestígio acadêmico e mergulha na luta revolucionária em plena Guerra da Argélia. Ele é nomeado chefe de serviço no hospital psiquiátrico de Blida, mas seus métodos entram em choque com os dos outros médicos.
A cinebiografia é bem-sucedida ao conseguir traduzir a densidade teórica de Fanon para o drama e ecoar a importância do legado intelectual como espelho para as feridas abertas ainda hoje.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 15 de maio de 2026, edição nº 2995





