‘Duna: Parte 2’ supera primeiro filme e consolida franquia no audiovisual
Longa dirigido por Denis Villeneuve tem uma série de acertos, com Timothée Chalamet em ótimo desempenho
✪✪✪✪ A imersão é total em Duna: Parte 2. Após um primeiro filme bem-sucedido, com dez indicações ao Oscar e mais de 400 milhões de dólares em bilheteria mundial, as expectativas eram altas para a continuação. O resultado desta sequência surpreende por seguir de forma fiel o universo inspirado nos livros do americano Frank Herbert e, ao mesmo tempo, consolida a franquia no audiovisual.
Esse capítulo dois da história acontece após o fim trágico do primeiro, com o ataque dos Sardaukar e dos Harkonnen em Arrakis, que vira um grande massacre. Os sobreviventes acabam espalhados por diferentes lugares de Duna. Com suas habilidades prescientes, Paul Atreides (Timothée Chalamet) dá início a uma nova vida no deserto e se une a sua amada Chani (Zendaya), a Stilgar (Javier Bardem) e ao povo Fremen na busca por vingança. Ao consolidar os apoios, Atreides expressa o embrião de um messianismo.
Há uma série de acertos por toda a equipe. O diretor canadense Denis Villeneuve (Sicario, A Chegada) continua provando sua ousadia e autenticidade no gênero épico e de ficção científica, tão explorado nos últimos tempos.
Chalamet também apresenta um ótimo desempenho ao dar mais um passo no amadurecimento do protagonista. O ator consegue expressar que, em meio às adversidades, o caráter ingênuo de Paul ficou para trás e deu lugar a um lado mais sombrio. O elenco, que já era estrelado, ganha Florence Pugh e Austin Butler, que se integram bem ao grupo.
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A atmosfera imersiva é fruto da combinação entre trilha sonora (de Hans Zimmer), fotografia (de Greig Fraser) e design de produção (de Patrice Vermette). Cada um contribui para criar uma produção redonda.
Publicado em VEJA São Paulo de 1 de março de 2024, edição nº 2882







