‘Brasil 70’ busca reacender otimismo do país para a Copa do Mundo
Série da Netflix narra a vitória do tricampeonato da seleção brasileira e mostra semelhanças entre aquele ano e o momento atual
Com a Copa do Mundo prestes a começar, a série Brasil 70: A Saga do Tri revive o otimismo futebolístico que une o país. Disponível na Netflix, a produção reconta a história do tricampeonato da seleção brasileira com imponência e qualidade de produção. Para muitos que não viveram, conta como o Brasil chegou um tanto desacreditado à Copa do Mundo do México, de 1970, após receios com relação à capacidade dos atletas e técnicos.
Dos preparativos ao título, o arco principal é o do Rei do Futebol, Pelé (interpretado por Lucas Agrícola). Após uma sequência desfavorável de acontecimentos nos mundiais, a mídia questionava se “o rei estava morto” e ele teve que superar o pessimismo e focar nos treinos para se tornar um ídolo.
Também há um destaque para João Saldanha (Rodrigo Santoro), técnico demitido e escalado como comentarista de rádio, que teve um papel importante para estimular os jogadores e conduzir as análises dos jogos junto de Eusébio Teixeira (Marcelo Adnet). O técnico Zagallo (Bruno Mazzeo) lida com expectativas e mudança de parâmetros, ao deixar as chuteiras para assumir a chefia estratégica do time brasileiro.
A série tem rigor técnico e de conteúdo, com excelência no quesito fotografia e direção. Apresenta lances marcantes daquele ano com maestria, em partidas contra países como Tchecoslováquia, Inglaterra e Peru.
Parece até fácil o modo como a fotografia domina essa bola no peito, mas exige um complexo jogo de câmeras. Transmite esperança para os brasileiros ao se aproximar mais uma Copa do Mundo cheia de dúvidas.
NOTA: ★★★★☆
Publicado em VEJA São Paulo de 5 de junho de 2026, edição nº 2998





