‘Alpha’: o novo filme audacioso de vencedora da Palma de Ouro
Julia Ducournau, reconhecida em Cannes por ‘Titane’ (2021), conta história de garota rebelde em epidemia de doença que transforma pessoas em mármore
Vencedora da Palma de Ouro por Titane (2021), Julia Ducournau lança Alpha, um filme igualmente audacioso e visceral, com mais drama e suspense do que body horror (“horror corporal”).
O longa gira em torno de uma adolescente rebelde e melancólica de 13 anos, chamada Alpha (Mélissa Boros), que vive com a mãe solo (Golshifteh Farahani), uma médica que trabalha para salvar pacientes afetados por uma doença sanguínea assustadora, que transforma os infectados em mármore.
A chegada da adolescência acarreta uma série de decisões impulsivas e a vida das duas fica ainda pior quando a jovem volta da escola com uma tatuagem no braço. O estado de pânico se instala quando os traços na pele infeccionam e a garota começa a apresentar sintomas do vírus mortal que petrifica.
A situação vira puro caos e angústia, com dilemas sobre a complexidade do adoecimento, o trauma e estigmas sociais vividos por um enfermo, como uma analogia à crise da Aids.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 12 de junho de 2026, edição nº 2999





