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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘Alpha’: o novo filme audacioso de vencedora da Palma de Ouro

Julia Ducournau, reconhecida em Cannes por ‘Titane’ (2021), conta história de garota rebelde em epidemia de doença que transforma pessoas em mármore

Por Mattheus Goto 15 jun 2026, 08h00
Um homem e uma mulher de cabelos escuros e encaracolados se abraçam em um ambiente escuro. O homem, à esquerda, veste uma regata cinza e tem o rosto contorcido em uma expressão de dor ou angústia. A mulher, à direita, está de costas para a câmera, com o rosto parcialmente visível, também com uma expressão de sofrimento. Ao fundo, uma estante com livros em tons claros e escuros. A iluminação é baixa e azulada, criando uma atmosfera sombria e tensa
Estado de pânico: angústia por possível infecção mortal (MANDARIN & COMPAGNIE KALLOUCHE CINEMA FRAKAS PRODUCTIONS/Divulgação)
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‘Alpha’: o novo filme audacioso de vencedora da Palma de Ouro Priorizar nos meus resultados Google

Vencedora da Palma de Ouro por Titane (2021), Julia Ducournau lança Alpha, um filme igualmente audacioso e visceral, com mais drama e suspense do que body horror (“horror corporal”).

O longa gira em torno de uma adolescente rebelde e melancólica de 13 anos, chamada Alpha (Mélissa Boros), que vive com a mãe solo (Golshifteh Farahani), uma médica que trabalha para salvar pacientes afetados por uma doença sanguínea assustadora, que transforma os infectados em mármore.

A chegada da adolescência acarreta uma série de decisões impulsivas e a vida das duas fica ainda pior quando a jovem volta da escola com uma tatuagem no braço. O estado de pânico se instala quando os traços na pele infeccionam e a garota começa a apresentar sintomas do vírus mortal que petrifica.

A situação vira puro caos e angústia, com dilemas sobre a complexidade do adoecimento, o trauma e estigmas sociais vividos por um enfermo, como uma analogia à crise da Aids.

NOTA: ★★★☆☆

Publicado em VEJA São Paulo de 12 de junho de 2026, edição nº 2999

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