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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘A Odisseia’: o que torna a versão de Christopher Nolan tão surpreendente

Totalmente filmado em IMAX e com elenco superestrelado, longa tem abordagem particular do diretor, em uma grande epítome do seu trabalho

Por Mattheus Goto 15 jul 2026, 14h18 | Atualizado em 15 jul 2026, 20h02
Um homem barbudo de meia-idade com túnica verde e uma mulher jovem com véu bege e túnica clara, ambos com expressões sérias, em um cenário desértico com solo úmido e montanhas ao fundo
Matt Damon e Zendaya em 'A Odisseia' (Universal Pictures/Divulgação)
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Um dos lançamentos mais aguardados do ano, A Odisseia é a epítome do trabalho de Christopher Nolan. O aclamado diretor, cuja filmografia inclui Amnésia (2000), A Origem (2010), Interestelar (2014), a trilogia Batman: Cavaleiro das Trevas (2005-2012) e o recente vencedor do Oscar Oppenheimer (2023), pega todo o conhecimento adquirido na criação de uma experiência cinematográfica grandiosa e aplica em uma das histórias mais clássicas da humanidade.

Odisseia, de Homero, é a verdadeira definição de um épico, o que casa totalmente com o estilo e as habilidades do cineasta norte-americano. Com um orçamento de 250 milhões de dólares, o elenco é um dos mais estrelados dos últimos tempos: Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Zendaya, Robert Pattinson e muito mais.

Para complementar, trata-se do primeiro longa-metragem filmado totalmente com câmeras IMAX 70 mm — um feito histórico para o cinema, que reforça a necessidade de assisti-lo na telona. Dado todo esse pano de fundo, fica clara a proporção gigantesca da produção. O que se vê na tela faz jus ao processo.

Uma mulher de vestido azul-petróleo e um homem de túnica cinza e cinto marrom estão em um parapeito de pedra, com o mar e o céu azul ao fundo. Um mastro com bandeira vermelha e um braseiro de ferro forjado estão à esquerda
Anne Hathaway e Tom Holland em ‘A Odisseia’ (Universal Pictures/Divulgação)
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A narrativa acompanha o herói grego Odisseu (Matt Damon), também conhecido como Ulisses, na perigosa jornada de 10 anos para voltar para casa, em Ítaca, após a Guerra de Troia. Abençoado por visões de Athena (Zendaya), ele enfrenta criaturas mitológicas, como um ciclope, uma feiticeira e sereias, e se depara com a força dos deuses gregos Poseidon, Hélio e Tirésias.

Enquanto isso, em Ítaca, uma mobilização de pretendentes da rainha Penélope (Anne Hathaway), interessados no poder, com a ausência de Odisseu, abala a estabilidade da hierarquia local. Filho e herdeiro do rei, Telêmaco (Tom Holland) luta contra durões como Antínoo (Robert Pattinson) para que a paz seja mantida.

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São monumentais as performances de Hathaway, Pattinson, Holland e Charlize Theron, no papel de Calipso, ninfa que acolhe Odisseu em uma ilha após um naufrágio. O surgimento dos seres fantasiosos acontece de maneira esmagadora, surpreendente e admirável. Não só porque os visuais conversam com a estética da época, mas também e principalmente pela abordagem que o diretor utiliza em toda a obra.

Homem de cabelo castanho e barba rala, com expressão séria e pensativa, usando uma armadura de couro marrom com detalhes dourados e um anel dourado no dedo, em um ambiente escuro com luzes difusas ao fundo
Robert Pattinson no papel de Antínoo em ‘A Odisseia’ (Universal Pictures/Divulgação)
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Em entrevista à mídia americana, Nolan declarou o interesse em retratar criaturas e deuses da provável maneira que as pessoas os enxergavam na época, como algo mais realista e plausível, em vez de algo distante e surreal.

O foco aqui não é tanto o coração do romance entre Odisseu e Penélope — não há muita química ou contexto da relação —, mas sim a relação do homem com o divino, o poder, o ego, a lealdade, a superação e uma sociedade em crise, temas muito pertinentes a Nolan.

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NOTA: ★★★★☆

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