Roteirista de ‘Friends’: “Não é uma boa ideia dar ouvidos às críticas”
Adam Chase protagonizou palestra em maio no Rio2C ao lado de Fabio Porchat
Roteirista das seis primeiras temporadas do fenômeno Friends, Adam Chase protagonizou painel no Rio2C no dia 28 de maio. Na conversa mediada pelo humorista Fabio Porchat, eles conversaram sobre os bastidores da série e relembraram momentos marcantes.
Em entrevista a Vejinha, Chase falou sobre a recepção do público fora dos Estados Unidos, como a comédia mudou desde a estreia de Friends, em 1994, e o que o faz rir. Confira trechos da conversa a seguir.
Você imaginou que Friends seria um sucesso em países como Brasil?
Quando soubemos que estava fazendo sucesso na América Latina, ficamos surpresos. Era incomum uma comédia ser popular no mundo inteiro. Conheci brasileiros que disseram que a série ajudou a aprender inglês. Acho que o motivo da popularidade é que as pessoas se identificam, com a questão da amizade e o retrato da fase da vida quando se é jovem adulto.
Não existia rede social naquela época. Você lê comentários sobre a série hoje em dia?
Já li muitas coisas negativas, pessoas dizendo que deveríamos ter feito isso ou aquilo. A internet permite às pessoas ficarem com raiva e atacarem, coisa que não aconteceria na vida real. Deixei de ver por causa disso. Não tem como voltar atrás e mudar. Não é uma boa ideia dar ouvidos às críticas. Fico muito feliz que isso não existia quando estávamos fazendo, porque teria sido duro.
Como o conceito de comédia mudou nas últimas décadas?
Algumas coisas mudam e outras não. Nós sempre gostamos de ver pessoas que se odeiam acabarem juntas em uma comédia romântica. Mas existem piadas que você poderia fazer há 30 anos que não envelheceram bem. Isso não é um problema para mim, a comédia muda e as regras também, então você tem que se mover de acordo.
O que faz você rir?
Desde criança, adoro o Saturday Night Live e a energia do programa. É muito engraçado, ao vivo e apresentado diante de uma plateia em estúdio. As pessoas podem errar a piada, tudo pode acontecer. Faz com que pareça com teatro, algo realmente vivo.
Publicado em VEJA São Paulo de 26 de junho de 2026, edição nº 3001





